INTERNACIONAIS | CAPÍTULO 23 (24/09/2026)
ESCRITA POR FAFÁ e NOVELEX
CENA 01: RUA | EXT. | NOITE
Na calada da noite, Pablo corre, ele foge enquanto come uma barra de chocolate, nem parece que ele acabou de asfixiar uma mulher. Ele parece suar frio ao mesmo tempo que tira sarro da situação.
CENA 02: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | NOITE
Passou alguns minutos, Martin já foi embora. Cristina está sozinha na sala, ela espera pela filha, preocupada. Maria sai do banheiro, ela tinha tomado banho. Cristina levanta e vai em direção à mocinha.
[Cristina]: O que houve com você? Que marcas são essas?
[Maria]: Mãe…
Maria não consegue mais segurar, ela desaba em lágrimas e abraça sua mãe que está confusa, a mulher respira fundo.
[Cristina]: Me conte o que houve, eu vou te escutar. Eu estou aqui.
Maria desfaz o abraço e olha nos olhos de sua mãe.
[Maria]: Eu matei… matei o Pablo.
[Cristina]: (chocada) Como?
[Maria]: (chorando, arrependida) Mãe, ele tentou me matar. Mas eu não queria, eu juro que eu não sou uma assassina!
Cristina abraça a filha e a consola.
[Cristina]: Meu amor, eu tô do seu lado sempre. A culpa é dele, não é sua. Mas como você fez isso? Como isso aconteceu?
Maria se afasta de novo, tenta respirar fundo enquanto limpa as lágrimas.
[Maria]: Eu fui naquele lugar que eu sempre fui, aquele da vista linda. O Pablo surtou, disse que eu tinha roubado meu pai dele e o Juan. Assim, ele começou a me bater, ele batia com uma força tão assustadora. Eu chutei ele e peguei uma barra de ferro para me defender e…
Maria abaixa a cabeça e chora ainda mais.
[Maria]: Ai, é horrível só de lembrar. Eu ataquei ele com a barra e derrubei ele de cima da loja abandonada. O corpo ficou lá, em meio aos lixos.
[Cristina]: Amor, isso foi legítima defesa. A culpa é do covarde!
[Maria]: Eu estou tão assustada, mãe. Acabada.
Maria e Cristina se abraçam, esse afeto dura por muito tempo.
CENA 03: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | NOITE
Nayara chega em casa e se encontra com Holanda à sua espera, a mulher levanta do sofá e anda em direção à vilã. Ela dá a chave de casa para Holanda.
[Holanda]: O que você fez com o meu filho?
[Nayara]: Eu pedi perdão, perdão por tudo que eu fiz. (P) Ai, eu me sinto tão bem, sabe? Depois de ter soltado aquele peso na praia. Mas sabe como o Otávio é, né? Não perdoo e me mandou pro inferno.
[Holanda]: Eu tenho extrema certeza que essa versão não é a certa e tem mais. Meu filho tá certo em não ter te perdoado, não se muda assim de um dia pro outro. Graças a Deus, eu criei uma benção.
[Nayara]: Nunca vi alguém se orgulhar por criar um monstrinho, alguém tão malcriado como aquele garoto.
[Holanda]: Nayara, você não fala assim dele. Eu realmente não quero falar besteira, dá licença.
[Nayara]: Falo sim, eu aqui de braços abertos e ele fecha eles por puro orgulho. Eu não tenho vergonha de falar a verdade, ele é malcriado sim. Tá criando um favelado qualquer.
Holanda se choca ao escutar o insulto de Nayara. A mulher se revolta
[Holanda]: Apenas acho engraçado você dizer tanto sobre a criação dele, mas e seu filho, cadê ele? A senhora deu seu corpo para qualquer homem e deu no que deu. Ele está MORTO! Então não sou eu que tenho que aprender a como cuidar de um filho.
Nayara fica sem palavras
[Holanda]: Na próxima visita que você for fazer, eu vou junto. Quero saber o que a senhora tanto faz na minha casa, vou botar sal grosso para afastar as energias negativas, pesadas. (P) Vou dormir, boa noite.
Holanda dá meia volta, sobe as escadas e vai ao quarto. Ela deixa Nayara sozinha na sala, em choque, triste.
[Nayara]: Desgraçada.
CENA 04: CASA DE HOLANDA | QUARTO DE OTÁVIO | INT. | NOITE
Otávio está horrorizado, ainda tenta processar a cena. Relembra do tiro de Nayara e fica tenso.
[Otávio]: Eu contei os podres junto com a dona Sílvia, eu tenho certeza que na tarde, todos estarão lá, eu tenho certeza! Vai ser o dia que a máscara da rata cairá.
Otávio ri imaginando a cena.
CENA 05: CASA DE CRISTINA | QUARTO DE MARIA | INT. | NOITE
Maria está se olhando no espelho, ela olha os ferimentos, agora ela tem outra visão por ter esfriado a cabeça. Mas ela ainda tem medo, ela treme.
[Maria]: Podia ter sido eu, acho que esse foi o melhor caminho. O problema é como vão ser os próximos dias, eu só consigo imaginar a foto do defunto circulando por aí e meu rosto estampado nas notícias… Ai, que inferno. Não aguento mais viver o dia de hoje. Eu vou dormir, quero esquecer, preciso limpar a mente.
Maria se joga na cama e se cobre com o cobertor.
CENA 06: IMAGENS DO SOL NASCENDO
Após uma noite pesada para todos os núcleos, passam-se imagens do sol nascendo na praia de Ipanema. Uma vista deslumbrante.
CENA 07: CASA DE DONA SÍLVIA | SALA | INT. | MANHÃ
Dona Sílvia toma seu café, alguém bate na porta e ela abre, lá está Otávio. Ele entra e senta no sofá com a senhora.
[Otávio]: Combinamos com os vizinhos, não é? Espero que a fofoca não tenha chegado nas três.
[Dona Sílvia]: Mas você não acha perigoso?
[Otávio]: O que?
[Dona Sílvia]: Ah, talvez alguém exagere, né? Até porque contamos a história inteira para todos, tem a probabilidade de alguém ir longe e. (P) Matar a Nayara.
[Otávio]: Que horror, Dona Sílvia. Mas isso é o de menos, que mate mas depois dela revelar tudo. (P) Tem umas coisas que a senhora fala e me assusta.
[Dona Sílvia]: Tem que pensar em tudo antes de ir, vai que dá errado, não é?
[Otávio]: Combinamos que seria às duas horas, né? A hora perfeita, quero tanto ver a cara dela quando fomos forçar ela a dizer de tudo e mais um pouco. Quero ver onde aquela mulherzinha vai enfiar a cara de sonsa dela.
Dona Sílvia ri.
[Dona Sílvia]: Vai ficar soterrado na terra. (P) Bom, vou me arrumar para não ir capenga. Uma idosa como eu deve se arrumar pra todos os eventos, neste caso, é o evento do ano.
[Otávio]: Lembrei de um evento que era um casamento entre uma trans e um garoto, aí apareceu um outro que parecia um porco. Enfim, foi um circo todo. Acho que tinha uma TV que passava uma que o nome da protagonista que se chamava… Anita? Elisa? Tânia?
[Dona Sílvia]: Tânia é de Alma Tânia, outra novela. Acho que era algo como Anita mesmo, Alivia. Ai, desisto de lembrar. Não faça minha paciência de gato e sapato.
Eles riem juntos.
CENA 08: RUA | EXT. | MANHÃ
Beatriz está bem arrumada, ela anda mexendo no celular. No aparelho, ela envia mensagem para Karla que não visualiza, a mulher acha estranho. Ela chega em frente à casa da amiga.
[Karla]: (reverb, off) Eu espero por você, preciso de ti ao meu lado, Beatriz. Quero que você viva pra eu te divertir e tu me escutar, me alegrar.
A cena fica em câmera lenta, Beatriz bate na porta e ela abre. Ela fica confusa. Um instrumental sentimental se inicia.
[Karla]: (reverb, off) Espero que você saiba que sempre estou de portas abertas para você, amiga. Para que possamos conversar por todo o tempo.
Beatriz entra na casa, na sala, ela vê que a luz está ligada e tem um corpo no chão, esse corpo é de Karla.
[Beatriz]: (reverb, off) Na saúde, na doença.
[Karla]: (reverb, off) Na morte.
[Beatriz]: (gritando) KARLA!
Beatriz se joga no chão e segura a cabeça da sua amiga.
[Beatriz]: EI, EI, OLHA PRA MIM. OLHA PRA MIM! ACORDA, ACORDA!
Beatriz começa a tentar reanimar a amiga, ela não reage. A imagem dá close no rosto de Beatriz, ela está vermelha, ela começa a gritar.
[Beatriz]: (chorando) NÃO, NÃO! NÃO, POR FAVOR. KARLA, ACORDA. LEVANTA, POR FAVOR!
Neste momento, a ficha cai. Beatriz solta o corpo de sua amiga e coloca as mãos em sua boca. Ela se levanta e corre até a rua.
[Beatriz]: ME AJUDEM, CHAMEM A POLÍCIA, POR FAVOR. MINHA AMIGA TÁ MORTA, POR FAVOR, ME AJUDEM. SOCORRO!
A imagem rodeia Beatriz, ela chora e grita desesperadamente. Pessoas chegam perto dela.
[Beatriz]: (reverb) POR FAVOR!
CENA 09: CASA DE PABLO | COZINHA | INT. | MANHÃ
Mesmo com a transição de cena, os gritos de Beatriz continuam em off. Pablo afia a faca, ele está com sangue nos olhos e um sorriso doentio. Ele planeja fazer algo que mudará o destino de muitas vidas, inclusive a dele.
[Pablo]: Eu nunca mais vou pôr os pés nesse país bananil, vou fugir daqui mas me vingar antes. Você vai pagar por tudo que fez, Mariazinha. Por tudo que me deve, que me roubou, vai pagar cada centavo. Querendo ou não, temos um acerto de contas.
Ele segura a faca com muita força e esfaqueia um saco de arroz, especificamente cinco facadas.
[Pablo]: Sua vida acaba hoje, a sua e da sua família. Sua vida me pertence, está nas minhas mãos.
CENA 10: RUA | EXT. | TARDE
Jão Feliz entra em um clima diferente, uma multidão anda em bando em direção à uma casa enorme. O povo está revoltado, quem guia eles são Dona Sílvia e Otávio.
[Otávio]: Esta é a casa onde está Joana e minha mãe. Como vamos abri-la?
[Dona Sílvia]: Arrombam essa bosta. 👵
Pessoas começam a chutar o portão, dentro da casa, Nayara escuta tudo e fica preocupada.
[Nayara]: Que palhaçada é essa? Meu Deus do céu!
[Joana]: O que está havendo? Tão arrombando o portão?
[Holanda]: Será que são… Ai, não.
Elas ficam dentro da casa, com medo de sair. As mulheres ficam no segundo andar da casa.
[Nayara]: Vocês que planejaram isso, não é?
[Joana]: Eu juro que não sei o que é isso!
[Holanda]: Você deixou de pagar o agiota, Nayara?
[Nayara]: AH, MAS É MUITA OUSADIA.
Eles arrombam o portão e invadem a casa. As mulheres ficam próximas, eles procuram por cada cômodo até acharem elas no segundo andar. Elas se surpreendem ao verem Dona Sílvia e Otávio.
[Holanda]: MEU FILHO!
Holanda corre e abraça Otávio, Joana foge e fica do lado de Dona Sílvia. Otávio dá um passo à frente.
[Otávio]: Não esperava por isso, Nayara? Não era para se meter comigo.
[Nayara]: ISSO É INVASÃO DE DOMICÍLIO! VOCÊS ESTÃO LOUCOS?
[Dona Sílvia]: SUA ASSASSINA ORDINÁRIA!
[Nayara]: Assassina, eu? Deixa de ser louca, sua velha.
[Joana]: Deixa de ser sonsa, Nayara!
[Holanda]: Não tem como negar, é uma população inteira contra você.
[Joana]: Tudo que sair da sua boca, é pura mentira e eles sabem disso. Não tem como você escapar!
Nayara fica encurralada, ela perde a sonsice e ela ri histericamente, deixando todos ao redor confusos.
[Nayara]: (gritando) TINHA QUE SER, ESSAS DUAS MULHERZINHAS E ESSA CRIANÇA IDIOTA! QUE ÓDIO, ODEIO VOCÊS. BANDO DE RETARDADO, VOCÊS NÃO VEEM QUE FIZ ISSO PELO BEM DE VOCÊS? EU DEI ENTRETENIMENTO POR MESES, EU DEI A VIDA PARA ESSE LUGAR MONÓTONO, ESSE FIM DE MUNDOOO! FIM DE MUNDO!
[Dona Sílvia]: Você é louca, descompensada!
[Nayara]: CALA A BOCA, SUA VELHA MALDITA. PRA FALAR COMIGO VOCÊ TEM QUE TER UMA NETA!
[Joana]: VOCÊ TEM QUE TER UM FILHO!
Nayara olha para Joana, primeiro ela olha com indignação e depois ri novamente.
[Nayara]: Vocês acreditaram naquela história pra boi dormir? É CLARO QUE O GIBRALTAR NÃO MATOU O YURI. EU MATEI
O povo fica em choque, alguns tiram fotos com o celular, grava vídeos, fazem live. Joana e Holanda arregalam os olhos, elas são enganadas mais uma vez pela doente de Jão Feliz.
[Nayara]: EU MATEI JANEIRO, LEVEI ELE E ESSAS DUAS TONTAS PARA UM NEGÓCIO ABANDONADO E DEI UM TIRO NA FUÇA DELE. ELAS FALARAM O QUE EU FIZ COM O CORPO? FALARAM? EU CORTEI PEDACINHO POR PEDACINHO AQUELE PORTUGUÊS DE QUINTA. VOCÊS TINHAM QUE ME AGRADECER, PORQUE EU FIZ VOCÊS SE JUNTAREM COMO VELHAS AMIGAS DE NOVO, SEM NENHUM HOMEM NA FRENTE DO CAMINHO DE VOCÊS.
[Holanda]: O que você fez com Yuri? O QUE FEZ?
[Nayara]: Yuri era uma criancinha maldita, eu enforquei aquele encosto e pedi pro meu amor fugir, até hoje buscam ele sendo que fui EU! VOCÊS SEMPRE FORAM MANIPULÁVEIS, UM POVO BURRO. (P) SABE AQUELE SEU CACHORRO, OTÁVIO? EU QUE ENVENENEI AQUELA PESTE, TAVA ME IRRITANDO, AQUELES LATIDOS E AQUELA APARÊNCIA HORROROSA, AQUELE BICHO CATINGUENTO
[Otávio]: CALA A SUA BOCA, SUA VAGABUNDA!
Dona Sílvia avança e fica próximo de Nayara, a idosa tem uma bolsa preta e Nayara tem algo no bolso do short.
[Dona Sílvia]: Foi você, não é?
[Nayara]: Fui eu o que, sua doida?
[Dona Sílvia]: Você criou aquela página, difamou a minha neta. Ela se matou por sua causa!
Nayara ri e tira sarro de Dona Sílvia.
[Nayara]: Minha senhora, eu tenho medo que você saiba a verdade. Até porque uma idosa como a senhora não pode ficar com o coração acelerado senão infarta… Mas você é tão radical, não é? Se você tá se arriscando, já não liga pra própria saúde, eu também não me importo contigo tal como não me importava com a sua neta. A bomba-relógio já estava perto de explodir, eu apenas dei um empurrão para que ela pudesse finalizar o tal ato. Sinceramente, criei aquela página a toa, ela fez tudo por livre e espontânea vontade. Não venha botar a culpa em mim, sua morfética. Agora que sabe toda a verdade, você pode morrer logo? Assim você fica mais próxima da sua família no inferno!
Dona Sílvia chora e puxa uma faca da bolsa, Nayara percebe e puxa uma arma da bolsa de seu short.
[Dona Sílvia]: SUA DESGRAÇADA, DESGRAÇADA!
Em câmera lenta, Dona Sílvia esfaqueia Nayara diversas vezes, sangue jorra para todo lado. Enquanto Nayara agoniza, ela aponta a arma para Otávio e lhe atira 3 vezes. O garoto é atingido por um tiro na coxa, outro de raspão no braço e na cabeça. O garoto cai no chão e as outras duas balas de raspão atingem duas pessoas. A multidão grita e sai correndo, Joana fica em choque e Holanda grita por ajuda. Pessoas ligam para a ambulância e a polícia.
[Holanda]: MEU FILHO, MEU FILHO! FICA COMIGO, CALMA. CHAMEM O SAMU! ME AJUDA!!!
CENA 10: RUA | EXT. | TARDE
Ofegante, Pablo anda pela rua com uma faca na mão, ninguém para ele, as pessoas temem, tem medo. A respiração é pesada, ele enlouqueceu totalmente. Cego pela inveja e controlado pelo ódio.
[Pablo]: DES-GRA-ÇA-DA.
CENA 11: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | TARDE
Cristina vê a FlopTV na televisão, de repente, ouve-se batidas fortes na porta. Maria está na cozinha
[Cristina]: VAI QUEBRAR A PORTA DESSE JEITO, JÁ VAI!
Cristina caminha até a porta e abre ela, Pablo entra pronto para esfaquear a mulher, ela segura a mão dele firmemente e grita.
[Cristina]: SAI DAQUI, SAI, SOCORRO. SAI!
[Pablo]: EU MATO VOCÊ, MATO VOCÊ E A SUA FILHA!
[Cristina]: MARIA, ME AJUDA!
[Pablo]: CALA A BOCA, SUA CRETINA!
Pablo tenta perfurar Cristina, ela está perdendo as forças. Maria vai à sala ver a cena.
[Maria]: PABLO, SOLTA ELA. SOLTA!
O homem não escuta, Maria fica desesperada, ela corre até a cozinha. A imagem mostra Pablo ganhando força
[Pablo]: É AGORA, AGORA QUE VOCÊ AGONIZA TODA ENSANGUENTADA. FAVELADA MALDITA, MALDITA!
Maria corre até a sala com uma faca na mão, ela grita.
[Maria]: SAI DE PERTO DA MINHA MÃE, SEU PSICOPATA!
Maria esfaqueia Pablo. Ele geme de dor.
[Pablo]: DESGRAÇADA! AH!
Maria esfaqueia novamente
[Maria]: MORRE, MORRE!
Mafia esfaqueia a perna, depois a região do tórax. O homem perde as forças, Cristina consegue empurrá-lo e corre para rua, ela grita por ajuda. Maria se afasta do homem que mesmo machucado, tenta atacá-lo. Ele corre atrás dela com a faca mas desvia, ela perfura as costas, assim finalizando o ataque. Ele cai no chão, totalmente sem força. Totalizando 5 facadas. Caído no chão, o uruguaio agoniza e chora.
[Pablo]: (gaguejando) Porque t-tinha que ser assim? Eu não merecia isso. E-eu sempre fui tão
Pablo tosse sangue, Maria fica com nojo e solta a faca.
[Pablo]: (chorando) Eu sempre vou amar o Martin como se fosse meu pai, vou morrer amando o Juan e sabendo que ele olhará minhas fotos com um i-imenso nojo, sem sentir o amor que eu senti por ele nesta vida. Eu espero que…
Pablo tosse sangue novamente, Maria fica enojada com as palavras que saem da boca dele.
[Pablo]: Eu sei, sei que você apenas deseja que eu morra logo. Mas antes de eu partir, eu quero pedir perdão, perdão. Apenas para eu sofrer menos no inferno.
Pablo tosse diversas vezes e tem dificuldade para respirar, ele se engasga. Maria chora olhando a cena, Pablo estende a mão para Maria apertar, ela aperta e ele lacrimeja uma última vez, ele fecha os olhos e morre ali mesmo. A imagem mostra Maria traumatizada por saber que realmente conseguiu matar Pablo. Cristina volta correndo para casa
[Cristina]: MARIA, EU VIM TE AJUD- AAH!!!
Cristina imediatamente coloca as mãos na boca ao ver a sua filha diante do corpo morto de Pablo. A imagem mostra a visão de Cristina, ou seja, Maria chorando silenciosamente com alguns respingos de sangue.
[Maria]: Ele morreu pedindo perdão. Sim, agora ele morreu. Não pode atacar ninguém. (P) A última pessoa que ele machucou nessa vida foi a si mesmo.
CONGELAMENTO EM MARIA.
ENCERRAMENTO AO SOM DE FALAS.
[Pablo]: (reverb)
É que eu não gosto dessa tal de Maria! Parece que quando ela apareceu, o meu trio parou de ver um brilho em mim, sabe? Eu faria de tudo para… derrubar ela da escada… É isso!
[Maria]: (reverb)
Você pode rir o quanto quiser, quem ri por último, ri melhor. E seus deboches e desrespeitos são NADA! Igual a ti, um macho escroto sem cérebro que veio ao Brasil para atormentar os outros…
