INTERNACIONAIS (COMPACTO) - CAP. 01 (09/03/2026)
CENA 01: DIVERSOS | CLIPE SUBÚRBIO | EXT. | MANHÃ
[A câmera rodeia lugares do Rio de Janeiro, até que um momento ela se vira a uma casa, essa casa é de Cristina]
CENA 02: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | MANHÃ
[Cristina chega à sala, meio sonolenta pois acabou de acordar, ela encontra Maria (Gabz) no sofá, ela está jogando algum joguinho no celular]
[Cristina]: Nem fala bom dia, não é mesmo?
[Maria]: Bom dia mãe!
[Cristina]: Por acaso você lavou a louça que eu mandei lavar?
[Maria]: (se envergonha e olha para Cristina) É… desculpa mas lavei não, eu lavo agora! (Maria olha para seu celular) Merda, morri
[Cristina]: Ai garota, você nem parece ser maior de idade, parece mais uma vagabunda sem vergonha. Mas eu tenho que te pedir uma coisa… Não quer sair por aí hoje?
[Maria]: Sair? Para onde?
[Cristina]: Ué? Sair, passear, se divertir, fique em qualquer lugar longe de mim! Eu vou arrumar a casa toda hoje, só HOJE! O resto do ano será apenas você
[Maria]: (respira fundo) Justo… Mas eu vou vê para onde eu vou sair… tá de manhã, tá calor…
[Cristina e Maria pensam juntas…]
CENA 03: JÃO FELIZ | EXT. | MANHÃ
[A câmera vai para Jão Feliz, um lugar onde a vizinhança é bem reunida e… FELIZ. A câmera vira e mostra duas pessoas conversando e varrendo a frente de suas casas, elas são Holanda e Joana]
[Holanda]: Então mulher! Foi uma porradaria que teve naquela festa (risos) Deus me perdoe mas lembrar daqueles desmiolados brigando só me faz dar belas risadas
[Joana]: (tsk tsk) Ô povinho, viu (risos). Acho bem que a nova vizinha chegou, a que vai morar na antiga casa da dona Marisa, será que ela conhece as coisas aqui?
[Holanda]: Joana, não é todo mundo que vem preparado não, vamos falar com ela!
[Joana]: Vamos, acho que vi ela ali… Ali está ela!
[Na calçada está ela, a nova vizinha, Nayara. Joana acena para ela e a chama, Nayara vai até Joana e Holanda]
[Nayara]: (nervosa) Olá! Tudo bem? Como estão?
[Holanda]: Se acalme que a gente não morde não (risos) Prazer, sou Holanda!
[Nayara]: Prazer, sou Nayara! (Ela aponta para Joana) E você é a?
[Joana]: Joana! Bem-vinda a Jão Feliz, Nayara
[Nayara]: Vocês me chamaram para a gente se conhecer ou?
[Holanda]: Meu bem, a gente te chamou para-
[Joana]: (interrompe) A gente tem chamou para saber se você conhece direitinho aqui, precisa de ajuda ou algo do tipo (Holanda acena com a cabeça, procurando motivos por ter sido interrompida)
[Nayara]: Ahhh, sim! Eu conheço sim mas se quiserem me apresentar para eu ter certeza eu agradeço
[Joana/Holanda]: A gente faz esse favor pra ti!
[A cena corta para uma sequência de cenas de Joana e Holanda apresentando o lugar para Nayara, ela já conhecia tudo, as mulheres ficam bastante surpresas e impressionadas com a sabedoria de Nayara]
[Joana]: Nossa Nay, a gente te apresentou tudo atoa?
[Holanda]: Não seja rude, cachorra.
[Joana]: O que é isso, Holanda? Me respeite porque eu-
[Nayara]: (interrompe) Eu não acho que foi à toa pois eu descobri que conheço tudo daqui! Ótimo!
[Holanda]: Que bom! Não sei se vocês se importam mas vou ir para casa porque sabem como é o corre da vida, né?
[Joana revira os olhos e Nayara acena a cabeça e elas se despedem de Holanda, Nayara olha para Joana]
[Nayara]: Pensei que vocês eram amigas
[Joana]: O que? A gente é! O que te faz pensar o contrário?
[Nayara]: Vocês duas parecem que tiveram um desentendimento enquanto me mostravam os lugares daqui, sabe?
[Joana]: É aquelas de coisas de amizade, normal na nossa relação
[Nayara]: Não parece saudável, não querendo me intrometer
[Joana]: (resmunga) Mas já se intrometendo…
[Nayara]: (indignada) Oi?!
[Joana]: (envergonhada, com medo) Oi? Tudo bem? Olha só, eu vou para casa, bom dia amorzinho, docinho de cocô (ela vai embora e deixa Nayara falando sozinha)
[Nayara]: Mulher? Docinho de quê?! Cada uma que aparece…
[Nayara anda para trás e esbarra em Janeiro, um homem Português]
[Janeiro]: (preocupado) Senhorita! Estás tudo bem? Desculpe-me!
[Nayara]: (encantada) Uh…~ Oh! Está tudo bem sim! O senhor não precisa pedir desculpas…
[Janeiro]: (risos) Não precisas me chamar de senhor, me chamo Janeiro, muito prazer!
[Uma mulher observa toda essa cena enquanto estava observando a rua]
[Whozinha 1]: É… essa aí amou o galã português, o quadrado amoroso nasceu (risos) Agora eu quero ver onde é que essa história vai chegar
CENA 04: CASA DE CRISTINA | QUARTO DE MARIA | INT. | MANHÃ
[Maria decidiu ir para a praia descansar a cabeça depois de uma semana que parecia não acabar nunca, ela está pegando umas roupinhas]
[Maria]: Bom, acho que já estou pronta, peguei protetor solar, guarda-sol, tapete e as roupinhas… tô pronta! Mãe vou indo, tá? Valeu!
[Cristina]: Tome cuidado, filha. Vai que tem arrastão ou algo do tipo
[Maria]: Tá repreendido, vou indo, tchau!
[Cristina acena para Maria e ela sai de casa, Cristina liga a caixa de som para tocar a sua playlist de músicas sertanejas enquanto limpa a casa]
[Cristina]: E vamos para mais um dia…
CENA 05: CASA DE PABLO | QUARTO | INT. | MANHÃ
[Pablo é um jovem uruguaio, ele faz parte de um trio de amigos, tem um jovem argentino chamado Juan e tem o português Martin, o mais velho do trio. Pablo deita na cama pensando em sair em algum lugar com seus amigos, ele pensa em algo mais simples]
[Pablo]: Restaurante ou praia? Restaurante ou praia? Restaurante… PRAIA!
[Pablo manda mensagens para o grupo do trio no Wat’Zíp’er]
[PABLO]:
¿Que tal irmos para a praia de Ipanema?
[JUAN]:
Eu aceito!
[MARTIN]:
Eu também, mas vai ser hoje?
[PABLO]:
Hoje e AGORA
[MARTIN e JUAN]:
AGORA?
[PABLO]:
Espero vocês lá!
CENA 06: ÔNIBUS | INT. | MANHÃ
[Maria está sentada no assento do ônibus, ela está analisando se esqueceu nada]
[Maria]: Lá vou eu, indo para a praia de Ipanema…
CENA 07: CALÇADÃO | EXT. | MANHÃ
[Pablo]: Vocês demoraram hein, pelo menos chegaram
[Juan]: Você é maluco de chamar a gente para vir tão cedo assim, estúpido
[Martin]: Verdade, mas enfim, não tem tantos motivos para estresse agora, vamos andar pelo calçadão ou?
[Maria está procurando um lugar para ficar, ela anda pelo calçadão conversando sozinha]
[Maria]: (risos) São coisas da vida, mas aquele dia foi muito engraçado… Acho que é melhor eu par-
[Maria esbarra em Juan, eles se assustam]
[Juan]: ¡Ah, Chica! Olha por onde anda
[Maria e Juan se encaram, eles se estressam mas logo depois se acalmam]
[Maria]: Me desculpe! Eu realmente deveria ter prestado mais atenção… mais…
[Maria observa Juan de cima à baixo, analisando cada detalhe]
[Maria]: Atenção…
[Juan e Maria se encaram, um clima de estranheza]
[Juan]: (nervoso) ¿O que foi, chica? ¿Tem algo no meu rosto?
[Maria]: (ri envergonhada) NÃO! É que… Oh *risos* desculpe-me por ter esbarrado em você, moço (P) Qual o seu nome?
[Juan]: ¿Por que você quer saber?
[Maria]: Curiosidade… *ela olha Juan de cima à baixo*
[Enquanto esse clima acontece, Martin e Pablo observam tudo]
[Martin]: Nossa, ficamos de vela… Bom, o que estávamos falando mesmo? Vais continuar a história?
[Pablo]: (disfarçando a raiva) No, não quero continuar, quero observar esses dois
[Martin]: Estás irritado? O que foi?
[Pablo]: Nada…
[Martin]: Se você diz…
[Maria e Juan conversam bastante]
[Maria]: Bom, Juan, não é? Você tem Gram?
[Juan]: Yo tengo
[Maria]: (envergonhada) Poderia me passar ele? *Maria puxa o celular*
CENA 08: RESTAURANTE | INT. | TARDE
[Maria, Tati e Wanda estão comendo baião de dois e carne, sentadas como as princesas que aparentam ser]
[Maria]: (entusiasmada) Enfim, e a gente jogou bola lá, se divertirmos no mar, foi legalzão!
[Tati]: Que legal amiga, mas já é a QUARTA VEZ que você fala isso só hoje… hehe
[Wanda]: (estressada) Tá com o disco arranhado? Maria, já entendemos que foi legaaaal, que foi incrível, que os estrangeiros são de outro planeta, país, universo e essas coisas…
[Maria]: Ai gente, perdoe-me se não curtiram *bufa* O que aconteceu na vida de vocês?
[Tati]: (aliviada) Finalmente *risos* Enfim… sabe aquela festa que teve? Meti a porrada no garoto lá
[Maria/Wanda]: (assustada) É o que?
CENA 09: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | TARDE
[Nayara está arrumando a casa, ela pensa em mudar as posições dos móveis. Um som de campainha toca, ela vai ao portão atender, lá estava Holanda]
[Nayara]: (surpresa) Ah! Oi!
[Holanda]: Oi Nay! Você aceita tomar um cafezinho lá em casa? Se você não quiser, tá tudo bem
[Nayara]: Ah, aceito sim *risos*
[Holanda]: (segurando as mãos de Nayara) Vamos! (Holanda arrasta ela até a casa dela)
CENA 10: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | TARDE
[Holanda e Nayara estão na sala, conversando demais e tranquilamente]
[Holanda]: Daí então eu disse: Volta para onde você mora, rato escrito!
[Nayara]: *risos* Só você, hein…
[Otávio sai de seu quarto e aparece na sala]
[Otávio]: Mãe, posso ir na casa da Marcela?
[Holanda]: Pode ir filho, só não volta tarde!
[Otávio]: (aliviado) Beleza! *ele olha para Nayara* Boa tarde
[Nayara] (estranhando) Boa tarde… Você é o filho da Holanda?
[Otávio]: Ah, sim. Sou
[Nayara]: Uhn…? É que… Ah, sabe
[Holanda olha para Nayara, com uma cara furiosa]
[Otávio]: Porque eu sou preto, não é?
[Nayara]: (engole seco) Olha, não é por causa disso! Ah, pelo amor de Deus… tudo é racismo
[Otávio]: Calma moça! Em nenhum momento falei de racismo! Mãe, vou indo, tchau
[Otávio sai de casa, furioso. Holanda olha indignada para Nayara]
[Holanda]: Mulher?
[Nayara]: Ai gente, o que tem? Que saco
[Holanda]: (respira fundo) Enfim… Tá ficando tarde, tomamos nosso café… Não sabia que você pudesse ser tão rude, Nay
[Nayara]: Ai amiga, me desculpa, tá? Vacilei mesmo… Mas pode ser sincera, ele é do seu sangue? É que ele não parece contigo, não é pela pele, juro!
[Holanda]: Quer mesmo saber?... A gente pode não ter o mesmo sangue, mas a gente é mãe e filho, entende?
[Nayara]: (seca) Adotado?
[Holanda]: Isso…
[Nayara]: Ah, sim… entendo…
CENA 11: CASA DE DONA SÍLVIA | QUARTO DE MARCELA | INT. | TARDE
[Marcela tá passando maquiagem e Otávio está sentado em sua cama, ela borra o delineado e se enfurece]
[Marcela]: Ai que ódio dessa merda, que saco, velho…
[Otávio]: Pior acidente que aconteceu na sua vida *risos*
[Marcela]: Meu Deus, Otávio. O pior acidente nem foi esse, o pior acidente que já presenciei eu nem tive culpa…
[Otávio]: Como assim, mulher?
[Marcela fica em silêncio e tenta corrigir seu delineado, Otávio pensa um pouco e respira fundo quando entende]
[Otávio]: (triste) Ah, sim…
FLASHBACK: RUA | TARDE
[OUTUBRO DE 2016: A câmera passa por uma rua até que aparece um carro passando em uma velocidade rápida]
[DENTRO DO CARRO: Cíntia e Josué discutem, no banco de trás a Marcela de apenas 10 anos chora, apenas ela está de cinto]
[Cíntia]: (gritando, chorando) VAI JOSUÉ, VAI JOSUÉ! ADMITA QUE ME TRAIU! QUE VOCÊ FICOU COM AQUELA PUTA NOJENTA! EU TE MATO AQUI MESMO SEU DESGRAÇADO!!!
[Josué]: SAI DAQUI CÍNTIA, PORRA! LARGA DO MEU PÉ SUA RAPARIGA, EU NÃO PEGUEI MULHER NENHUMA. MENINA PARA DE CHORAR, CRIANÇA!
[Cíntia para cima de Josué no carro, Josué começa a perder o controle e dá um soco na cara de Cíntia, Marcela chora desesperada]
[Marcela]: (gritando) PAPAI, OLHA
[Josué tenta desviar de um carro mas colide com ele]
[Uns minutos depois, Marcela grita o nome de seus pais, mas eles não respondem, eles morrem na hora. Ela abre a porta, foge e grita por ajuda]
[FIM DO FLASHBACK]
[Marcela]: (cansada) Agora foi! Vamos sair?
[Otávio]: Vamos!
CENA 12: BAILE FUNK | INT. | NOITE
[O grupo de internacionais estão em um baile funk, um lugar que não combina NADA com eles…]
[Juan]: Dios mío, Pablo, você só tem ideia ruim!
[Martin]: Baile funk no Rio? Estás a enlouquecer?
[Pablo]: Gente, ¡Sólo vivimos una vez! E outra, tá bem divertido ver esse povo dançando e essas letras duvidosas, tô me sentindo um carioca!
[Juan]: Eu preferia ver isso na minha casa… bem mais confortável
[Pablo]: Juan, para de ser chato! Que insuportável!
[Martin]: Mas ele estás certo! Uh, ai, acho que vou indo…
[Martin dá meia volta e começa a andar, ele esbarra com uma mulher]
[Martin]: Uhn! Mil perdões!
[Karla]: Uh… *morde os lábios* Tudo bem! Prazer, Karla…
[Martin]: Prazer, Martin!
[Karla]: Você é portuga?
[Martin]: Sim, sou
[Karla]: Ai, que daora *risos*
[Martin]: Então meu bem, vou indo, tchau! *Martin vai embora, Karla observa ele sumindo de sua visão e bufa*
[Karla]: (gemendo) Ele é meu homem dos sonhos…
CENA 13: PRAÇA DELÍRIOS | EXT. | NOITE
[Tati e Wanda tomam açaí, elas estão conversando sobre o que aconteceu na tarde do mesmo dia]
[Tati]: (curiosa) Amiga, você viu que a Maria passou a tarde toda falando daquele argentino lá? *risos* Será que ela se apaixonou? Espero que ela desencalhe…
[Wanda]: Ai amiga, fiquei com muito ódio dela
[Tati]: Ué? Por quê?
[Wanda]: Aquela vagabunda passou A TARDE TODA falando daqueles ratos de internacionais, eu não duvido que ela troque a gente por eles!
[Tati]: Oxe amiga, que ciúmes todo é esse?
[Instrumental tenso]
[Wanda]: Você não é burra, Tati. Você sempre foi a mais consciente daqui! Eu não estou certa?
[Tati]: Uhn? Não?
[Wanda]: Repete…
[Tati]: Não
[Wanda]: Ah, tudo bem… Mas eu tenho certeza que estou certa, minha intuição nunca falha… Pois se ela me trocar, eu acabo com ela. O trio tem que ser eternizado!
[Tati]: Ai, garota, para de ser doente
[Wanda aperta as mãos de Tati e olha nos olhos dela]
[Wanda]: Nossa, Tati. Nunca vi você duvidar de mim assim… Por que não cala a SUA boca?
[Tati]: (gemendo de dor) Wanda, TÁ DOENDO
[Wanda]: ME ESCUTA! Se eu precisar fazer algum mal à Maria, você vai ser minha cúmplice sempre, tá me escutando? SEMPRE
[Tati empurra Wanda]
[Tati]: (nervosa) VOCÊ TÁ FICANDO MALUCA?
[Wanda]: Você vai, não vai? *ela tenta se aproximar de Tati*
[Tati]: Sair de perto… SAI! *ela dá um tapa na cara de Wanda, instrumental tenso*
[Wanda]: (confusa) Por que você fez isso?
[Tati]: Para de ser sonsa, Wanda. Olha, vou ignorar tudo o que você falou, não é possível que você não esteja com efeito de alguma coisa errada…
[Wanda]: Eu não fumo, bebo e nem uso drogas. Eu estou mais lúcida que nunca…!
[Tati]: Aham, sei… Enfim, vou indo, beijos amiga! Se cuida… *ela corre com delicadeza, Wanda apenas observa*
[Wanda]: (fria) Eu sei que estou certa, eu sinto, eu nunca erro…
CENA 14: RUA | EXT. | NOITE
[Marcela e Otávio estão sentados na calçada, conversando e relembrando coisas divertidas que aconteceram na semana, de repente, se ouve sons de choro de cachorro e ele aparece, magro e desesperado por comida, água e carinho]
[Marcela]: (assustada) Meu Deus, esse cachorro tá magrelo!
[Otávio] (preocupado) Nossa! Tadinho, ele tá quase morto, acho que vou levar ele pra casa… Olha o estado dele, Marcela do céu… *ele acaricia o cachorro* Seria rude para você se eu fosse para casa com ele? Acho que vou indo
[Marcela]: Eu já com um sono mesmo… *risos* Pode ir, boa noite amigo
[Otávio]: Valeu, Marcela. Vamos cachorrinho… duvido que minha mãe nega levar essa coisa linda para casa…
CENA 15: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | NOITE
[Holanda está vendo televisão, canal FlopTV, ela está muito entretida com o canal. Otávio entra em casa, ele tem a chave de casa… Um cachorro entra desesperado]
[Holanda]: (estressada) Que palhaçada é essa? De quem é esse cachorro? XÔ XÔ! SAI
[Otávio]: (assustado) Que isso, mãe? Para! Mãe, adota esse cachorro? Por favor…
[Holanda]: (seca) Não. Animal só dá prejuízo e é chato ficar cuidando
[Otávio]: Mãe, olha para esse cachorro morto de fome e sede… Você é capaz de abandonar ele na rua e deixá-lo morrer?
[O cachorro chora olhando para Holanda, ela tenta resistir mas não consegue]
[Holanda]: *bufa* Ai, tá bom! Eu adoro ele… mas eu vou comprar comida só amanhã, e VOCÊ vai cuidar também, tá?
[Otávio]: (entusiasmado) OBRIGADO MÃE!!! *ele abraça Holanda como se fosse criancinha conseguindo presente*
CENA 16: CASA DE CRISTINA | QUARTO DE MARIA | INT. | NOITE
[Maria está em sua cama, mandando mensagens para Juan]
MENSAGENS:
[Maria]: Como você está? Foi engraçado o dia de hoje kkkk
[Juan]: Eu estou bem! Eu amei hoje… Quer sair com a gente outro dia?
[Maria]: Sim!
[Juan]: Ei, posso te adicionar em um grupo nosso?
[Maria]: Beleza
[JUAN ADICIONA MARIA NO GRUPO INTER]
[Martin]: Oi! Bem-vinda kkkk
[Maria]: Olááá
[Pablo]: Oi
[Maria]: Oi
[Juan]: Ai, enfim, amanhã é dia de trabalho… nãooooo
[Maria]: Ai… nem me fala que até fico murcha
[Pablo]: Gente, vamos sair no final de semana?
[Maria]: Claro, ir para onde?
[Pablo]: Não falei contigo mas ok, a gente podia ir em um restaurante por aí kkkk
[Maria]: moleque grosso…
[Pablo]: Moleque? Ok…
[Maria]: Sim, poderia ter falado no privado deles pelo menos… falar aqui no grupo, falar que não estava falando comigo É GROSSEIRA, mas tá tudo bem… Boa noite para vocês aí
[Juan]: Pô Pablo, pelo amor de Deus, né?
[Pablo]: Eu falei nada demais! Eu lá tenho culpa dela ser dramática?
[Martin]: Vamos ir ou não?
[Juan]: Eu vou ir, mas apenas se o Pablo pedir desculpas à Maria e chamá-la
[Pablo]: Que?
[Juan]: Vai Pablo, vai!
[Pablo]: Amanhã eu peço, que saco… combinado então
FIM DAS MENSAGENS
[Maria]: *risos* Moleque, eu levei uma patada do nada, que vergonha… aquele merdinha… Ai mas não vai ficar assim não…
CENA 17: CLIPE DO SOL NASCENDO NO RIO DE JANEIRO
[Enquanto o sol nasce, vamos fazer uma viagem à Jão Feliz, especificamente na casa de Nayara]
CENA 18; CASA DE NAYARA | SALA | INT. | MANHÃ
[Nayara está navegando no Rostebook, analisando cada perfil do aplicativo]
[Nayara]: Aqui é igual onde eu morava, todo mundo daqui tem esse aplicativo eu acho *risos*
[Nayara continua navegando até que vai verificar suas notificações e tem uma conta te seguindo, o nome da conta é “Contos de Jão Feliz”]
[Nayara]: (confusa) Uhn? O que é isso? Que nome é esse? (risos) Contos de Jão Feliz? Ah pelo amor de Deus, isso tem nome tão chinfrim e brega, misericórdia… Deve ser página de fofoca (P) Tem posts? *ela entra no perfil, não tem nada, parece ter sido criado recentemente* Que estranho… Acho que… o tempo vai resolver esse mistério *risos*
[A câmera dá zoom no celular de Nayara, dá destaque ao nome da conta. Instrumental tenso]
[CONGELAMENTO E ENCERRAMENTO]:
