VALE TODO O PEDAÇO - CAPÍTULO 08 (03/06/2026)

 


VALE TODO O PEDAÇO - CAPÍTULO 08


criada e escrita por SINCE, FAFÁ, NOVELEX e LARICE




(CENA 01: CASA DE FRÉGIS/INT./TARDE)


Frégis está sentado no sofá, relaxando, enquanto a Nô está em pé com um champanhe em suas mãos, ela está animada


Nô: Viva a vida nova! Eu tô amando viver com esse dinheiro todo, o complicado é dividir isso com a minha irmã


Frégis: Por que é difícil? Você não fez esse rolo todo com ela?


Nô: Claro que fizemos isso juntas, mas esse dinheiro grita meu nome, entende? Queria tudo para mim, mas eu sei ser justa, não sou tão egoísta, não é?


Frégis: Claro que não, meu amor… Você é perfeita! 


Nô: Mas se o combinado era que nós duas íamos conseguir juntas, nos ajudando. Só espero que ela não nos deixe de lado quando conseguir…


Frégis: Eu tô de boa, sabe porque? Por que eu confio na tua irmã, ela goza e goza gostoso, só alguém de confiança pra fazer isso.


Nô: Espero… bom, agora preciso ir pra agência. Vou fazer uns conteúdos.


Frégis: Agora? Ei, fala pra Sin que mandei um abraço suado para ela


Nô: Porque suado? Quer saber? Não precisa me explicar, tenho é nojo! Tchau!


Frégis: Não vai dar nenhum beijo?


Nô: Vai pro raio que o parta. Você quer um beijinho? Procura a Sin e manda ela te beijar dos pés à cabeça! 🙄


Frégis se levanta do sofá e vai até Nô, agarrando ela


Frégis: Tá com ciúmes, meu amor? Vem cá, vem…


SONOPLASTIA: 7 RINGS - ARIANA GRANDE


Nô chuta a região íntima de Frégis, enjoada e fria


Nô: Sai de mim! Não quero mais grude, quero trabalhar, ser fashion, amor! Melhore, tá?


A vilã sai da casa desfilando, Frégis se agoniza no chão


Frégis: AI!!! Hoje ela me paga!


(CENA 02: CASA DE BUCÊ/INT./TARDE)


Dona Bucê está sentada no sofá, tricotando, enquanto assiste Cinquenta Tons de Cinza na televisão. A porta se abre e Larica da Paz entra, suada e cansada, com suas bolsas térmicas em mãos.


Dona Bucê (mudando de canal): Chegou cedo hoje, menina! Tava ruim de cliente?


Larica (ofegante): Nada disso, Dona Bucê. Consegui vender todo o meu estoque de hoje já.


Ela abre a geladeira e serve um copo de água.


Dona Bucê: Meu Deus! Então você está vendendo bem, né?


Larica: E muito, Dona Bucê! Não esperava que conseguiria uma clientela tão grande em tão pouco tempo. As vendas estão indo de vento em popa, estou conseguindo um bom dinheiro com a venda desses bólos. Se continuar assim, logo logo eu vou conseguir expandir os meus negócios…


Dona Bucê: Expandir? De que jeito?


Larica (sorrindo): Ah, Dona Bucê! Eu to com um plano na cabeça aqui, mas eu tenho que sonhar muito ainda pra conseguir o que eu quero. E sonhar é o que eu posso fazer por enquanto, sonhar e correr atrás. Agora, eu vou tomar um banho e fazer mais uma fornada, porque amanhã é dia de ir à luta de novo.


Larica vai para o banheiro, cantando e dançando, feliz. Dona Bucê chega perto das bolsas e começa a vasculhar, procurando sobras.


Dona Bucê (decepcionada): E não é que acabou tudo mesmo?


(CENA 03: AP. DE PREFEITA/INT./TARDE)


Rodnato entra em casa e se depara com Prefeita Aurélia com um saco de gelo na cara.


Rodnato: O que aconteceu com você, socorro?


Prefeita: Apanhei daquela maluca bêbada da Raquel. Surtou só porque me viu agarrado naquela empregada gostosa e santa que eles contrataram agora. Aquela doida varrida deveria voltar pra clínica de onde nunca deveria ter saído.


Rodnato: E você ainda vai viajar para Nova York depois de Angra?


Prefeita: Vou né, isso é bem mais importante que surto de cachaceira.


Rodnato: Posso te pedir um favor?


Prefeita: Lá vem! Você e seus favores.


Rodnato: É que eu tenho um amigo artista, sabe? E ele foi chamado para se apresentar em Nova York, mas o coitado é duríssimo e não tem dinheiro pra passagem. Então, meu priminho querido, amor do meu coração, eu queria perguntar se você não quebra esse galho e leva ele com você…


Prefeita Aurélia revira os olhos e pensa por alguns segundos.


Prefeita: Como eu sei que você é chato para um caralho e vai me incomodar se eu não aceitar, eu deixo seu amigo ir sim, mas com a condição de que ele não vai me dirigir a palavra durante a viagem. Porque a criatura é pobre e artista, certeza que é de esquerda, e eu não suporto esquerdista.


Rodnato (feliz): Amo! Pode deixar que eu aviso, sim! Ah, e tem mais uma coisa: gostaria de pegar uma mala emprestada sua, porque ele não tem também.


Prefeita: Pode pegar essa bosta logo, pega aquela ali que eu tenho uma igual e some! Nem precisa devolver.


Rodnato pega o seu celular e liga para Cubinho.


Rodnato: Meu amor, eu consegui! Pode ir arrumando as suas coisas aí, que daqui a pouco eu chego com mala.


Ele desliga a ligação, pega a mala que estava no canto da sala e se retira.


Prefeita: Que amigo é esse que se atende por “meu amor”? Esse daí queima ou não queima? Ele torra! 


(CENA 04: AGÊNCIA YESTERDAY/INT./TARDE)


SOLange está falando no telefone, tensa.


SOLange: Como assim cancelar?... Olha aqui, nós tínhamos um acordo… Mas avisar assim, na véspera do evento?... Ai, tá bom, querido! Faça o que você achar melhor então… Que tchau, o que, vai pro inferno!


SOLange desliga o telefone com raiva. Alguém bate à porta da sua sala.


SOLange: Entra!


A porta se abre e Maria de Fafá entra.


Maria de Fafá: Sol, querida! Como você está, bestie?


SOLange: Puta da cara. O cozinheiro que foi contratado para trabalhar no evento em Angra cancelou de última hora. Agora eu vou ter que me virar para resolver esse problemão.


Maria de Fafá: Eita que problemão! Meu Deus, querida, que chato! Pena que eu não posso fazer nada para te ajudar, mas, se quiser, podemos ir à praia de novo no fim do dia para espairecer e relaxar.


A fala de Maria de Fafá faz com que SOLange tenha uma luz, uma ideia repentina.


SOLange: Praia… MEU DEUS, EU TIVE UMA IDEIA! TENHO QUE SER RÁPIDA!


SOLange pega suas coisas e deixa a agência, correndo. Maria de Fafá entende nada.


Maria de Fafá: Que mulherzinha maluca.


(CENA 05: PRAIA/FIM DE TARDE)


SONOPLASTIA: ISSO AQUI O QUE É - CAETANO VELOSO


A cena mostra Larica distribuindo bolos aos clientes pela praia de Copacabana.


Larica: Você tá com cara de bolo de cocô!


Cliente: Mas eu quero o de ricota.


Larica: Não, não, querida, se eu tô dizendo que você tá com cara de bolo de cocô, você vai levar o bolo de cocô!


Cliente: Não, mas..


Larica: SIM!


Larica joga o pedaço de bolo nas mãos da cliente, que o pega fazendo cara de nojo.


Larica: Agora me dê o dinheiro, flore.


Cliente: Pera, mulher. Nasceu de sete meses? Vou pagar essa benção.


Larica: Ok, amo!


O cliente paga a Larica, a câmera mostra ele satisfeito com o bolo de cocô. A vendedora sai de perto do ser, a pessoa come o bolo como um morador de rua que não se alimenta há 2 anos. Do outro lado da praia, a câmera mostra de todos os ângulos, SOLange andando de um lado para o outro no meio da multidão, procurando por algo. 


SOLange: Desculpa incomodar, mas você viu uma boleira por aí? (P) Sim, uma mulher alta, magra e de cabelo cacheado, castanhos claros? Larica é o nome dela.


Mulher: Ah, sim, claro, eu a vi semana passada aqui.


SOLange (revira os olhos): MAS EU PRECISO DELA AGORA, SUA AMEBA!


Mulher (cortando): POSSO FALAR AGORA? Eu comprei os bolos dela semana passada mas eu não comprei hoje, ela passou por aquele lado ali. 


SOLange: POR QUE TU NÃO FALOU ISSO ANTES, RAPARIGA?


SOLange luta contra o tempo e corre na direção apontada pela moça desconhecida, essa mesma mulher fica chocada com os xingamentos que a Duprat fez. Enquanto Larica atende seus clientes, SOLange a vê no meio das pessoas e se aproxima, ofegante.


SOLange (sem ar): Larica!


Larica (se virando para atrás): Você…? Você parece familiar. Você quer bolo de ricota?


SOLange: Sim, eu comprei um pedaço de bolo seu há alguns dias, não sei se você se lembra.


Larica (pensando): Ah, claro, é a amiga da Maria de Fafá.


Larica: Ah, lembrei! Você estava do lado da… (P) de uma mulher… 


SOLange: Exatamente. 


Larica: E o que é que te trás aqui? Uma moça da alta classe como você não deve ter vindo correr atrás de um pedaço de bolo de ricota feito por uma mera pobretona como eu.


SOLange: Eu queria fazer um convite para você! Acho que seria muito importante pra nós duas.


Larica: Convite? Bem, pode falar. Mas eu não tenho muito tempo. Não sei se está vendo, mas tá chegando clientes a todo o momento.


SOLange: Sei bem, e sei também que o seu tempero é maravilhoso, por isso queria te fazer esse convite. Você aceita cozinhar em um evento?


Larica: Cozinhar? Que evento é esse aí? É aqueles eventos de comer gente? Olha, se for pra vir tentar me rebaixar-


SOLange: Não! Não é isso! Fique tranquila. O evento será em Angra dos Gays, para a agência que eu trabalho, a Yesterday. Será algo comemorativo, pra mais um ano que se inicia na agência.


Larica: Hum, e eu vou ganhar o que com isso? 


SOLange: Ué, dinheiro. 


Larica: Se for mixaria, pode ir procurando outra pessoa.


SOLange: Vai ser um bolão, mulher. Vale a pena, faz isso, por favor. Eu vim aqui só pra te procurar e fazer o convite. Você sabe que hoje em dia é difícil achar pessoas que gostem de trabalhar. Você é a única que pode me ajudar. Por favor. 😞


Larica: Tá… tá, eu aceito, vai. Quando vai ser?


SOLange: Vai ser quando os autores escreverem. Mas eu te falo.


Larica: Autores? Que isso, mulher? Tá doidja?


SOLange (piscando o olho): Segredinho, mor. Prepara pro close, mister Lafanosin! 


Larica: Entendi… a senhora é esquizo e veio aqui me tirar sarro, não tem evento?


SOLange: Mulher já tá tudo certo, eu tenho esses momentos mesmo. Enfim, me passa seu número que eu te ligo, precisamos acertar direitinho.


Larica: E qual o valor do pagamento?


SOLange: mulher eu repeti milhares de vezes que essa porra desse evento vai pagar bem e não é fruto da minha cabeça, sua desgraçada.


(CENA 06: CASA DE PRAIA/INT./FIM DE TARDE)


Lucas está sentado, olhando o celular, enquanto vê vídeos de outros adolescentes se divertindo. Ele se compara e percebe que nunca vai ser normal. Entediado, ele revira os olhos.


Lucas (pensando): Maldito lugar que meu pai inventou de me colocar. Velho maldito! Chaplin venha me defender!


De repente, uma moça jovem se aproxima dele pelas costas, sensualizando.


Mix: Sozinho aí, queridinho? 🙄


Lucas (se assusta): Mas o que é isso? Quem é você? Quem te deu o direito de chegar perto das pessoas desse jeito?


Mix: Quem sou eu? Eu posso ser o seu maior sonho, e também, o seu maior pesadelo. Você quem escolhe. Prazer, meu nome é Mix. 


Ela estende a mão para cumprimentá-lo 


Lucas (pensativo): Meu Deus, uma mulher! Eu nunca falei com uma além da minha mãe!!! Lucas, aja como alguém normal!


Lucas a cumprimenta.


Lucas: Prazer, o meu é Lucas.


Mix: Tá, que nome mais… legal, uau, bem diferente dos outros nomes. O que tu tá fazendo aí sozinho? Nem entrou na água, só fica no celular, e ainda tá com esse chapéu quadriculado amarelo, parece daquele seriado lá, um tal de Maçanetas.


Lucas: Eu AMO aquele seriado! Amo muito! Se bem que… esses dias a minha mãe me pegou imitando um personagem, a Chuquinha.


Mix: Tu é fã de coisas mexicanas? Tu é maluco, né?


Lucas entra em choque e fica com medo de falar sobre o assunto.


Lucas: Talvez eu seja um pouco, não zombe de mim, por favor…


Mix: Sério? Eu adoro! Eu acho super interessante e tals, lembro que teve um dia que a minha mãe me flagrou usando a roupa do Maçaneta! Que ódio meooo! Agora um mico foi esse dia, viu! 🤢


Lucas: Jura? NOSSA! Nunca vi alguém com os mesmos gostos que o meu


Mix: Acontece, né! 🤪


De repente, o celular de Mix toca e ela se levanta, indo para longe de Lucas para atender.


Mix (falando ao telefone): O que foi, prefeita? Isso são horas de me ligar? (P) sim, eu estou me aproximando dele, do jeitinho que você me pediu. (P) Claro, começou a falar daquele seriado insuportável lá. (P) Ok 🙄.


Ela desliga o celular e volta para perto de Lucas, se sentando ao lado dele.


Mix: Desculpa, é minha mãe que ligou. 


Lucas: Ah, sério? Você tem uma boa relação com a mãe, né?


Mix: Uh, não muito, sabe como é, né? Algo meio complicado mas eu tento levar numa boa…


Lucas: Sei como é. A minha mãe é legal, mas é muito problemática. Ela faz mal pra mim e a ela mesma. Meu pai então… Nem se fala!


Mix: Eita. 😐


ABERTURA:


VINHETA DE INTERVALO (VOLTA):


(CENA 07: MANSÃO ROITMAN/INT./NOITE)


Tia Tolyna está sentada no sofá da sala de estar da mansão, lendo uma revista digital sobre homens na academia. Algumas malas estão postas no pé da escada e Susana as olha com curiosidade.


Susuana: Dona tia Tolyna, que mal lhe pergunte, mas para quê são essas malas?


Tia Tolyna: Amanhã eu irei viajar para Angra. Fui convidada para um evento da Yesterday.


Susuana: Sim sim. E a senhora vai sozinha?


Tia Tolyna: A princípio, meus sobrinhos vão junto. A Raquel ainda está um pouco insegura com relação à bebida, não decidiu ao certo, e o João Mateus vai, pois o evento está sendo organizado pela namorada dele.


Susuana: Então, se a dona Raquel for junto, eu vou ficar sozinha nessa mansão?


Tia Tolyna: Você e o Pimeugênio, né. Mas, se você quer saber sobre folga: sim, você poderá folgar enquanto não estivermos.


Nesse momento, Raquel surge no topo da escada com suas malas em mãos.


Raquel: Diga ao povo que vou! Susuana, pelo amor, chame o Pimeugênio para descer essas malas, porque eu tenho empregado para isso.


Susuana: Dona Raquel… olha, não sei nem como te agradecer, serei pra sempre grata sobre a minha permanência.


Raquel: Tá bom, querida! Só não ficar tocando nesse assunto e tá tudo certo.


Susuana: Sou virgem, pura, uma mulher de Deus! Não gosto de falar das coisas impuras da vida, mas sim reforçar o quanto o seu perdão é praticamente comparado ao perdão de Jesus por nós. Muito obrigada, dona Raquel! 


Raquel: Já entendi oh Nossa Senhora das Vagabas! agora vai fazer o que eu mandei.


Susuana: Sim senhora, patroinha!


Susuana sai com pressa para atender ao pedido da patroa.


Tia Tolyna: Minha querida, que bom que você decidiu viajar conosco!


Raquel: Decidi espairecer um pouco, tia. Acho que essa viagem vai fazer bem para mim, estou precisando.


Raquel lambe os beiços enquanto olha para o copo de uísque na mão de sua tia. Sua pupila dilata, sua respiração está ofegante, parecendo um leão em frente a uma zebra, prestes a dar uma mordida em sua bunda ao som de Firework - Katy Perry.


(CENA 08: CASA DE BUCÊ/INT./NOITE)


Larica chega em casa com um sorriso de orelha a orelha, cantando Isto Aqui O Que É - Caetano Veloso.


Dona Bucê: Quanta felicidade pra quem trabalhou o dia inteiro, hein! Chegou tarde hoje.


Larica: Você não vai acreditar, dona Bucê! Fui convidada a um evento de luxo! Não sei onde é, mas é um luxo. Me ofereceram um bolão por esse trabalho.


Dona Bucê: Que notícia maravilhosa, querida! 


Larica: Tô sentindo vibrações boas, Bucê! Tô com as expectativas lá em cima, me sentindo mais viva do que nunca, me sinto uma nova mulher. Tudo pra cima, nada pra baixo


Dona Bucê: Pois você está certíssima! Aliás, cadê a Viktney? Ela foi comprar pão, mas tá demorando muito. Tô preocupada, vai que ela caiu de boca numa pika aí sem querer e morreu entalada? Gente sabia que quando eu era moça, mulher jovem, meu sonho era entalar uma pika na minha boca, daquelas bem grossas assim. Ai, juventude, o auge dos meus 20 anos… 


Larica (incrédula): Jesus… essa alma tá condenada pro inferno.


Dona Bucê: Você roubando o texto da Susuana, achei cunt.


Larica: Susuana? Quem é essa?


Dona Bucê: Também não sei, menina… Eu só senti que deveria falar esse nome, não sei porque…


O silêncio constrangedor é interrompido pelo som da campainha. Larica atende a porta e dá de cara com Ivanlac.


Ivanlac: Oii! Vi que você chegou e vim te ver, delícia.


Larica: Logo agora? Eu tô toda suada, com cheiro de ricota e bolo de cocô.


Ivanlac: Sabe o que também tá com cheiro de ricota? Rs.


Larica (maliciosa): O que?


Dona Bucê (indignada): Ah, me poupe! Eu vou é dormir que ganho mais do que vendo essa safadeza aí. Só tenho que lembrar onde deixei aquele consolo…


Dona Bucê se retira e vai para o quarto, deixando Larica e Ivanlac sozinhos. Os dois se encaram e os olhos de ambos brilham.


Ivanlac: O que houve que você tá felizinha hoje?


Larica: Ué, uma mulher não pode ficar feliz? É isso? Mas enfim, você nem sabe… recebi uma ótima proposta de trabalho.


Ivanlac: Que ótimo! E que proposta seria?


Larica: Bom, uma mulher metida à besta, com cabelinho de fogo, veio até mim me chamando para cozinhar num evento que vai ter em Angra, em comemoração a mais um ano da LCA. Eu aceitei. Preciso de grana.


Ivanlac: Que legal, minha linda. Eu fico muito feliz por você, de verdade. E já sabe quando vai ser?


Larica: Não. Ela disse que vai me ligar. 


Ivanlac: Ah… fico feliz por você, Larica. Essa oportunidade vai dar um outro rumo pra tua vida. Eu queria te dizer uma coisa…


Larica: O que? Se for notícia ruim, deixa pra falar amanhã que hoje eu tô exausta.


Ivanlac: Larica, eu não sou muito de demonstrar meus sentimentos, mas devo admitir que está sendo insuportável guardar o que eu tô sentindo.


Larica: Tá com prisão de ventre? Como assim? Do que você tá falando? 


Ivanlac: Desde que eu te conheci, eu não consegui mais parar de pensar em você. 


Larica (ri, sem graça): Ah, para! Besteira.


Larica, sem saber o que fazer, se vira. Ivanlac pega em seu braço e eles se encaram.


Ivanlac: Eu tô completamente apaixonado por você, Larica.


SONOPLASTIA: CAJU - LINIKER


Com os dois se encarando, a música ganha força e em câmera lenta, os lábios deles se encontram. Eles se beijam intensamente. 


Larica (pensando enquanto beija): Coar café na cueca dele deu certo! DEU CERTO!


CONGELAMENTO EM IVANLAC E LARICA.


ENCERRAMENTO