VALE TODO O PEDAÇO - CAPÍTULO 03 (27/05/2026)

 


VALE TODO O PEDAÇO - CAPÍTULO 03


criada e escrita por 

SINCE, FAFÁ, NOVELEX E LARICE


(CENA 01: RUA/EXT./NOITE)


Larica entra em pânico quando os assaltantes lhe ameaçam, a mulher não tem nada em sua bolsa e morre de vergonha da pobreza em que se encontra. 


Larica (desesperada, gritando): Seus vagabundos, não fazem uma coisa dessas comigo, eu não tenho NADA aqui! Literalmente nada! PODEM REVISTAR MINHA BOLSA!!


Assaltante 1: Não é possível isso, moleque. Pega essa merda e joga tudo no chão. Essa tia tá pedindo pra morrer.


Assaltante 2: Me dê isso aqui.


Larica: NÃO! VOCÊS NÃO VÃO LEVAR MINHA BOLSA, ELA É MINHA! FOI PRESENTE DA MINHA AVÓ, SEUS ABUTRES! MINHA VOZINHA FEZ COM COURO DE CROCO. 


Larica da Paz fica incrédula, ela está imóvel tal como uma estátua. Os bandidos perdem a paciência. 


Assaltante 1: PEGA ESSA PORRA DA MÃO DELA


Eles começam a lutar pela bolsa. Larica segura forte, irredutível, enquanto um dos assaltantes tenta puxar do outro lado. 


Larica: SOLTA A MINHA… BOLSA! EU JÁ DISSE! EU NÃO VOU DAR O QUE VOCÊS QUEREM! (pausa) OLHA LÁ! É UMA VACA ANDANDO DE JATINHO!


Assaltante 1: Onde?


Enquanto os assaltantes se distraem, Larica da Paz consegue pegar a arma que estava no bolso do bandido e aponta para eles, apertando o gatilho. Não tem bala, o revólver é de brinquedo.  Larica fica extremamente estressada e bate o brinquedo com toda a força na mão do bandido.


Larica: QUE PALHAÇADA É ESSA, HEIN? CÊS SÃO O QUE? UM BANDO DE POBRE? ESTÃO MAIS POBRES DO QUE EU! AGORA VOCÊS VÃO VER! 


Larica se ajeita e começa a bater nos assaltantes, com tapas seguidos de socos. De repente, Dona Bucê (Suely Franco) e Ivanlac (Rômulo Estrela) aparecem e tentam ajudar a moça.


Em câmera lenta, Ivanlac se aproxima e encara os olhos de Larica, os dois ficam estáticos encarando um ao outro enquanto os bandidos fogem.


Dona Bucê (chocada): Como é que pode? A falta de segurança que tem nesse lugar, viu? E que falta de vergonha na cara desses dois! Pior que eu conheço, menina… são filhos da Rajadinha, minha amiga da rua de cima… ai… você tá bem?


Larica (estarrecida): Eu não sei nem o que falar… levaram a minha bolsa, era um presente da minha avó, ela fez com pele de croco.


Ivanlac: Crocodilo? Você veio de onde? Do Pântano da Lana? 


Larica: Engraçado que essa Lana é um nome de uma cantora que minhas filhas amam, tinham sonhos eróticos com ela… MAS ISSO NÃO VEM AO CASO! (Pausa) Era tudo que eu tinha, venderam meu rancho no Acre e minhas filhas vieram ao Rio de Janeiro sem mais nem menos… estou procurando por elas. Estou assustada pois eu não tenho onde dormir! Conhece um tal de Cubinho?


Sons de sirenes começam a ecoar pelas ruas do bairro, o carro de polícia para em frente a eles.


Policial: O que tá acontecendo aqui? 


Larica: Vai moço, pega minha bolsa de croco! Os bandidos foram por ali.


Polical: Entrem no carro, a senhora nos conduz até eles.


Larica e Ivanlac entram no carro e a polícia parte em disparada.

Os policiais se aproximam dos indivíduos.


Larica (gritando): É ELE MOÇO! É ELE O HOMEM QUE ROUBOU MINHA BOLSA DE CROCO!


O policial para o carro, sai dele e aponta a arma para o homem. 


Policial: Mãos pra cima, encosta na parede.


O indivíduo obedece e o policial revista ele.


Policial: Não tem nada com ele, dona.


Larica: MAS FOI ELE!!! FOI ELE QUE PEGOU! EU JURO, SEU POLICIAL. A MINHA BOLSA DE CROCO. ESSE MOÇO AQUI TÁ DE PROVA.


Ivanlac: Eu? Não, minha senhora. Eu não sei nem do que se trata.


Larica: SEU ORDINÁRIO! VOCÊ VIU SIM A HORA QUE ELE PUXOU DA MINHA MÃO! 


De repente uma multidão começa a acumular ao redor, todos chocados com a situação.


Policial: Vocês vão ter que me acompanhar até a delegacia. 


Larica: O que moço, eu não posso ir pra delegacia, eu tenho que encontrar minhas filhas!


Policial: Sinto muito senhora.


O policial coloca Larica e o ladrão no camburão e parte pra delegacia. Ivanlac fica lá com cara de pamonha.


(Cena 02: DELEGACIA DA TIJUCA/INT./NOITE 


OS POLICIAIS CONDUZEM LARICA E O LADRÃO PARA DENTRO DA DELEGACIA, QUE ESTÁ LOTADA.


Larica: O que o senhor quer que eu faça? Eu não posso esperar aqui a noite toda.


Policial: Eu sinto muito, minha senhora. Mas se a senhora quer recuperar sua bolsa, acho melhor esperar e dar queixa.


Larica: MAS QUE INFERNO! TUDO CULPA DESSE LADRÃO, VAGABUNDO! 


Larica começa a bater no homem, todos entram na confusão e a delegacia vira uma baderna.

O policial tira o cacetete.


Policial: ACHO MELHOR SE ACALMAREM, OU EU VOU SER OBRIGADO A USAR ISSO AQUI!


A cena corta para Larica saindo da delegacia, morta de cansaço e sem saber para onde ir. Ivanlac surge.


Ivanlac: Oi, dá licença. Eu queria falar com você.


Larica: O senhor de novo? A última coisa que eu queria era ver você na minha frente, eu tô cansada, arrasada. Você tinha testemunhado que aquele rapaz tinha pego minha bolsa, mas não quis vir porque é covarde!


Ivanlac: Será que você poderia parar de me ofender e me escutar?


Ivanlac surge com a bolsa de trás das costas e entrega a Larica. Ela confere a bolsa por dentro.


Larica (gag): Mas como?


Ivanlac: Eu dei o meu jeitinho… Tem que tomar muito cuidado com as ruas daqui, moça. Me desculpa, eu nem me apresentei direito, Ivanlac


Larica (estendendo a mão): Prazer, Larica da Paz. Muito obrigado viu, agora eu preciso ir.


Ivanlac: E você tem um lugar pra ir? 


Larica: Eu… na verdade eu perdi o endereço, eu não sei o que eu vou fazer.


Ivanlac: Então venha, eu te levo até a casa da minha tia. Lá você pode passar essa noite até encontrar o endereço que você quer.


Larica sorri, meio tímida, e os dois continuam caminhando.


Cenas do Rio de Janeiro. O dia amanhece ao som de Baby Can I Hold You - Tracy Chapman.


(Cena 03: MANSÃO ROITMAN/INT./SALA/MANHÃ)


A cena mostra o lado externo de uma mansão enorme, localizada num bairro nobre da cidade. O jardim é verde, com uma piscina com águas claras no centro. No interior da mansão, Tia Tolyna (Malu Galli) está na mesa, conversando com os empregados da casa enquanto toma um cafezinho servido por Pimeugenio (Ary Fontoura).


Tia Tolyna: Como vocês todos já estão cientes, hoje é o dia em que minha sobrinha cachaceira sai da clínica de reabilitação. Eu peço que, por enquanto, escondam todas as bebidas alcoólicas espalhadas pela casa. Estamos entendidos?


Todos em uníssono: Sim, senhora!


Tia Tolyna: Então podem voltar ao trabalho!


Os empregados dispersam, restando apenas Tia Tolyna e Pimeugênio na sala.


Pimeugênio: E a dona Taís, dona Tolyna? Não deu mais notícias?


Tia Tolyna: Minha irmã deve estar ocupadíssima com seus negócios lá em Paris. Ou com seus machos também, aqueles homens gostosos que ela arruma, se diverte, brinca e depois joga fora como se fosse nada. Ai! Mas se fosse um daqueles na minha cama… Bom, mas melhor assim. Pois quando a Taís dá as caras é porque tem alguma coisa acontecendo.


Pimeugênio: E o Lucas, vai vir visitar a mãe?


Tia Tolyna: Pedi para que o Prefeito Aurélio deixasse o menino vir. De início ele recusou, lógico, mas o Lucas insistiu tanto que ele acabou cedendo. Ai, Pimeugênio, só de saber que minha sobrinha vai estar de volta hoje, meu coração só falta explodir! Isso é um sinal de que está tudo voltando aos eixos…

 

(CENA 04: CLÍNICA DE REABILITAÇÃO/INT./MANHÃ)


Raquel Roitman (Bárbara Paz), se encontra na sala da Doutora Ásia (Jamie Lee Curtis), responsável pelo seu tratamento do alcoolismo.


Dra Ásia: Felizmente, Raquel, tenho uma boa notícia. O seu tratamento ocorreu como o esperado, e você não vai mais precisar ficar aqui por uns bons meses. Espero nunca mais ver essa sua cara aqui, com todo o respeito.


Raquel: Como é que é? Você tá me provocando, sua velha? Esqueceu que eu quebrei o seu consultório inteiro da última vez? Eu posso muito bem fazer isso de novo!


Dra Ásia: Não é isso, Raquel, eu não quis te ofender…  pelo contrário… você não está feliz por ter concluído o seu tratamento? 


Raquel, alterada, se levanta e bate na mesa de Ásia com força.


Raquel (gritando): NÃO! A PRIMEIRA COISA QUE EU VOU FAZER QUANDO SAIR DESSE BURACO É IR PRO BAR E BEBER TODAS! CACHAÇA, UÍSQUE, CERVEJA, TEQUILA, VINHO, PERFUME. TUDINHO! E VOCÊ, SUA CORNA, VÊ SE APRENDE A SER UMA BOA PROFISSIONAL POIS VOCÊ NÃO É! CUSTOU ANOS PRA SE VINGAR DE UMA TRAIÇÃO E ACHA QUE PODE ME CURAR EM TRÊS MESES? EU ODEIO VOCÊ E ODEIO ESSA SUA CARA DE PORTA DE COZINHA! PASSAR BEM! ALIÁS, PASSAR MAL!


Raquel sai e bate à porta com força, deixando Ásia atônita e sem reação. 


Ásia (se levantando): Por muito menos eu cortei o piru de um homem. (olha para o alto, exausta) ai minha santa Sigilo Perigoso Girl, tenha misericórdia.


Raquel volta à sala, pegando um vaso de planta e jogando na cabeça de Ásia. A mulher desmaia e a ex-cachaceira foge do local com classe e calmaria.


Raquel (rindo): Eu tinha era que cortado a sua vacina, doutora Ásia… HAHAHA


Em câmera lenta, Raquel sai do local desfilando, ela pensa que já venceu na vida. Doutora Ásia é ninguém, é nada, nadinha, não é nadona pois é o aumentativo de nada, ela é nada mesmo. é nadja.




ABERTURA 




VINHETA DE INTERVALO (VOLTA):


SONOPLASTIA: SÓ O AMOR - PRETA GIL, GLÓRIA GROOVE.


(CENA 05: CASA DE DONA BUCÊ/INT./MANHÃ)


Dona Bucê, Viktney (Patrícia Pillar), Larica e Ivanlac se encontram tomando café à mesa. Larica ainda está triste por tudo o que aconteceu nos últimos dias, segurando a xícara com tristeza. 


Dona Bucê: Mas e então, Lari, como é que você vai fazer pra encontrar suas filhas? Você não tem nenhuma pista sobre elas… 


Larica: Eu não sei… eu não tô conseguindo nem raciocinar direito depois de tudo. Sabe o que é engraçado? Absolutamente tudo está dando errado ultimamente. Eu não acerto uma, é impressionante! Agora é lutar pra encontrar o endereço do meu ex-marido pra saber se ele está junto com as minhas filhas.


Viktney: Ai querida, eu acho que você deveria desistir. Desculpa, sou sincera.


Dona Bucê (dá um tapa na mão de Viktney): Mas que boca maldita! A moça tá sofrendo, não tá vendo, não, sua toupeira? Não liga pra ela, Larica, essa daí só fala bosta.


Viktney: Ai, dona Bucê! Tá maldosa hoje, eu já falei que sou SINCERA.


Dona Bucê: Maldosa vai ficar a minha mão na tua cara.


Ivanlac: Larica, você não quer que eu te ajude a procurar o endereço do seu ex-marido? Tem certeza que ele mora por aqui?


Larica: É claro que tenho, gente! Eu cheguei até aqui por isso. 


Viktney: Vem cá, como é que esse seu ex-marido se chama?


Larica: Cubinho. Conhece?


Viktney (ri): Se eu conheço? Querida, conheço mais que a palma da minha mão! Só vou terminar de tomar meu café e te levo lá. 


Larica (se anima, emocionada): Tá falando sério? Meu Deus, eu nem sei como te agradecer, gata… de verdade…


Ivanlac: Você é lésbica?


Rapidamente, Dona Bucê dá um chute na perna de Ivanlac, que finge não ter feito essa pergunta boba.


Larica: Bom, então vamos… eu não posso perder mais tempo. Eu tenho que reencontrar as minhas filhas, e vai ser agora!


Os três se levantam, apressados, e vão em direção à porta principal.


(CENA 06: MANSÃO ROITMAN/EXT./DIA)


Um carro entra no terreno da propriedade, indo na direção da mansão. O veículo para e dele desce Raquelzinha Roitman. Tia Tolyna, sorrindo, espera a sobrinha na varanda da casa. Raquel anda, emocionada, na direção da tia e as duas se abraçam.


Raquel: Tia Tolyna! Quantas saudades eu senti de você, dessa casa, do meu irmão, do meu filho!


As duas se separam e Tia Tolyna segura as mãos de Raquel.


Tia Tolyna: Fico feliz que tenha voltado, minha querida! Vamos entrar que eu tenho uma surpresa para você.


As duas atravessam a porta e entram para dentro de casa.


(CENA 07: MANSÃO ROITMAN/INT./SALA)


Lucas Noveleiro Roitman está assistindo a um episódio de Maçaneta na televisão, de costas para a porta de entrada. Ele morre de rir das piadas do clássico seriado mexicano, se divertindo horrores com seu comportamento de tidinho.


Raquel (emocionada): Filho? Tesouro?


Lucas se vira, e a emoção toma conta de seu corpo. Ele corre em direção a sua mãe, tropeça no degrau, e volta a correr como se nada tivesse acontecido. Os dois se abraçam, numa emoção mútua.


Lucas: Mãe! Que bom te ver de volta! Promete que nunca mais me abandona? Eu senti tanta falta de você!


Raquel: Te abandonar? Você preferia que eu continuasse alcoólica só pra você não se sentir sozinho? Seu carente egocêntrico!


Lucas: Nossa, que isso, mãe? Ain mãe, nossa meo, eu tô feliz que você tá aqui, aff veyr. 🙄🤢. Mas eu te “pierdo”


Raquel: Lucas, cadê o seu tio João?


Lucas: Ah! Ele foi no programa da Aphonsa.


Raquel: Programa da Aphonsa?


Lucas: Mãe, o “Café com Aphonsa”!🙄


Raquel: Sim sim, entendi. Lembrei.


SONOPLASTIA: BAD GUY - BILLIE ELISH


(CENA 08: CONVENTO/INT./DIA)


A noviça Susuana é uma pessoa de bom coração, santa e que sempre tenta fazer do bom e do melhor. Ela decide ver o programa “Café com Aphonsa” da LacreTV na televisão da madre superiora. O convidado do dia é João Matheus Roitman (Humberto Carrão). 


Aphonsa: Então, vey... Que coisa é essa que tu tem aí no braço, hein? Queria ver. Tá brilhando de longe.


João mostra o seu braço, revelando um amuleto em formato de coração em chamas.


João: Uh? Isso aqui? É um amuleto que pertence a minha irmã, Raquel. Ela sofreu um momento muito difícil com o alcoolismo, e hoje ela está saindo da clínica de reabilitação. Então eu resolvi usar esse amuleto como uma homenagem à ela, e mostrar que ela não está sozinha nessa luta.


A câmera foca no amuleto. No convento, a noviça corre para pegar seu amuleto que é idêntico ao de Raquel. Se trata da outra metade do coração em chamas.


Susuana (emocionada): Meu Deus, ela só pode ser minha irmã! Não pode ser…  Eu tenho que sair daqui agora e a madre vai ter que aceitar que eu não vou mais fazer os votos!


Corte. No próximo take, Susuana está diante da madre superiora, fingindo estar preocupada e triste com sua decisão que acabou de tomar.


Madre superiora: Não vai mais fazer os votos? Como assim? Você estava tão empolgada, filha…


Susuana: Pois é madre, mas eu pensei bem e não é isso que eu quero. Não me sinto pronta para tal decisão neste momento. Vou voltar às minhas origens. Vou voltar para o interior onde fui criada e levar uma vida simples como ensina os mandamentos.


Madre superiora: Tá certo… Bom, se você quer assim… eu não posso impedi-la. 


Susuana: Obrigada, madre. Você merece o mundo! (Risos)


Madre superiora: Vai com Deus, filha. Que ele te acompanhe em todos os seus passos.


Susuana: Adeus, madre. Foi uma honra viver a maior parte da minha vida contigo.


Susuana olha a madre com carinho e vira as costas, saindo dali com passos lentos e postura tímida.


Susuana (revira os olhos): Velha nojenta.


Já no quarto, a noviça pega seu amuleto e começa a usá-lo no pescoço. Ela arruma suas coisas e sai do convento. 


Susuana: Eu vou é vencer! Um dia eu vou ter tudo o que sempre quis. Essa familiazinha de merda que me aguarde. De derrota, amor, tô fora!


A vilã ex-noviça coloca suas roupas na mala e olha para a câmera, quebrando a quarta parede.


Susuana (cantando): Eu sei que eu sou bonita e gostosa, eu sei que vo-cê, me olha e me que-er.!


Susuana sorri com tesão e fecha a mala. O instrumental cria uma tensão e aumenta repentinamente, fazendo o corte de cena.


(CENA 09: CASA DE CUBINHO/INT./MANHÃ)


A casa é simples, porém moderna. Quadros de artistas brasileiros estão espalhados pela sala modesta. Cubinho (Julio Andrade) se encontra tocando piano na sala, concentrado. De repente, a campainha toca. Ele vai até a porta e se depara com Maria de Fafá.


Cubinho: Filha?! Você está aqui no Rio de Janeiro? Como você conseguiu chegar até aqui? 


Maria de Fafá (olhando em volta com desdém, já entrando): Que cafonice é essa sua casa, hein? 


Cubinho (espantado): Ei, espera aí! O que você tá fazendo aqui, Maria de Fafá?

 

Maria de Fafá (cortando): Fafá! Somente Fafá. Eu vim aqui ter uma conversa com o senhor.


Cubinho: Como assim? Você veio acompanhada? Onde está sua mãe? Por que vocês não me avisaram que viriam?


Maria de Fafá: Pai, é que-


De repente, se ouve alguns gritos vindo de fora. É Larica, dona Bucê, Ivanlac e Viktney que estão chegando. A mocinha começa a bater palmas em frente à porta do ex-marido.


Larica (batendo palmas): NÃO VAI ABRIR NÃO, É, SEU CANALHA? POIS FIQUE SABENDO QUE EU NAO SAIOOOOOO DAQUI ENQUANTO VOCÊ NÃO SAIR AQUI FORA SEU CRETINO! (P) CUBINHOOOOO 


Larica continua a bater palmas, Maria de Fafá entra em pânico e Cubinho fica mais confuso ainda. A jovem ambiciosa olha nos olhos de seu pai


Cubinho: Mas que infernos está acontecendo aqui? É a sua mãe que está lá fora?


Cubinho vai em direção a porta para abrir.


Maria de Fafá (assustada): Eu preciso me esconder, não fale a ela que eu estou aqui! Pelo amor que você tem a mim, papai.


Larica: ABRE AGORA, SEU ARROMBADO!


A câmera intercala entre todos os personagens em cena, congelando em Larica.


CONGELAMENTO EM LARICA.


ENCERRAMENTO: