CENA 01: RUA | EXT. | NOITE
[Uma multidão aparecem ao redor do corpo de Tati que está jogado no chão, uma mulher desconhecida pega seu celular e manda um áudio para Cristina]
[???] (horrorizada): Ei, Cris, teve um atropelamento perto do Bar da Turquia!
CENA 02: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | NOITE
[Cristina está com sua filha na sala, ela escuta o áudio em um volume máximo]
[???]: (ÁUDIO) Falaram que a garota andou na rua sem olhar pros lados e o carro bateu nela, uma cena horrível! Acabou de acontecer isso, já chamaram ajuda
[Cristina olha para Maria, as duas estão chocadas]
[Cristina]: Escutou, Maria? Um acidente na frente do Turquia, que triste
[Maria]: E ela falou garota, né? Deve ter sido alguém tão jovem, gosto nem de imaginar
[Cristina]: Filha, vai lá ver pra mim
[Maria]: Eu? Vá a senhora, não gosto de ver coisas assim não. Tenho pavor de tragédia
[Cristina]: É que eu não posso ir agora, tenho que fazer minhas coisas, ué
[Maria]: (curiosa) Ai, já que você insiste tanto. Eu vou ir apenas pra ver rapidinho e já volto
[Cristina]: Quando tu voltar, conte melhor essa história
[Maria]: Credo, tá
[Maria se levanta do sofá e ajusta o cabelo, pega a chave e sai de casa. Cristina boceja, liga a TV e começa a ligar para alguém]
[Cristina]: Oi dona Nayara! Tudo bem?
CENA 03: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | NOITE
[Nayara está no sofá, confortável e feliz]
[Nayara]: Olá Cristina! Estou bem, como está a senhora? (P) Ah, que ótimo. Também tenho saudades da senhora, qualquer dia desses eu passo na tua casa, tá? Beijos, querida. Sim, já vou. É porque eu tenho que falar com umas amigas minhas, são umas queridas igual a ti. Vou desligar, tá? Mais tarde eu falo contigo, Cris (CRISTINA DESLIGA)
[Holanda chega na sala e olha pra vilã, ela fica curiosa]
[Holanda]: Tava falando com quem?
[Nayara]: Ah, eu estava falando com uma velha amiga, uma vizinha que conheci no lugar onde eu morava
[Holanda]: Eu nem sabia que você tinha um bom contato com alguém. Você me surpreende todo dia, dona Nayara…
[Nayara]: (exaltada) O que foi agora? Não posso falar com ninguém? Me poupe, mulher. Vai falar com a Joana que tu ganha mais, senão eu mato as duas. Insegura
[Holanda]: (assustada) Você é doente!
[Nayara]: Sou sim, tão doente que sou capaz de tudo. Agora sai da minha frente, traste. Acabou com a minha beleza
[Holanda]: Tudo bem, maluca
[Nayara fica quieta na sala, apenas olha para a televisão. Holanda começa a caminhar em direção ao quarto de Joana, a vilã corta seu passeio para falar algo]
[Nayara]: Ei, quer visitar sua cria? Vai lá, tô mandando
[Holanda]: Como assim? Tá, vou indo
[Nayara]: (desconfiada) Ô! Tenta fugir não, tá? Se não eu mato você
[Holanda]: (debochando) Não vou fugir, querida… Mas obrigada por deixar eu ver meu filho, é bem melhor do que ficar nessa casa olhando pra sua cara
[Nayara]: (nervosa) Vai logo antes que eu mude de ideia! Xereca
[Holanda]: (rindo) Claro, por que não?
[Holanda se ajeita e corre para sair da casa de Nayara, a mulher ri e debocha]
[Nayara]: Queria ver a cara daquele paspalho quando olhar pra mãezinha viva enquanto ele chorava achando que ela estava morta. Bicho burro
CENA 04: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | NOITE
[Otávio está deprimido, vendo no seu celular fotos com sua mãe que acredita estar morta. Na televisão, está passando uma edição do Béstiqueique. De repente, a porta se abre e Holanda entra em casa]
[Holanda]: Filho, você está em casa?
[Otávio] (assustado): Mãe? É você mesma?
[Holanda]: (sem entender) Old, né? Que pergunta mais besta, viu. Você está bem? Cuidou da casa direito?
[Otávio]: Como assim? Você não está morta?
[Holanda]: Que? Do que você tá falando? Tô vivinha da Silva!
[Otávio percebe que foi enganado e a raiva sobe pelo seu sangue]
[Otávio]: (nervoso) Vagabunda!
[Holanda]: Oi!?
[Otávio]: Não, desculpa! Aquela cachorra da Nayara. Não acredito que eu cai na conversa dela, MALDITA!
[Holanda]: Meu filho, fale direito! O que aquela cobra falou? Ela inventou que eu estava morta, foi isso?
[Otávio]: Exatamente! Eu estou cansado dessa mulher, a gente precisa acabar com esse circo de uma vez por todas! Eu não aguento mais ficar sofrendo por causa das desgraças que ela cometeu. Eu pensei em uma coisa, pensei em chamarmos a vizinhança para dar o troco na mesma moeda, derrotar aquela vaca e tirar ela daqui
[Holanda]: Eu até falaria que a sua boca tá imunda, mas você está certíssimo. Eu não aguento ficar naquela casa com aquele clima horroroso
[Otávio]: Mãe, se você está viva… Então o Janeiro também tá bem?
[Holanda entra em choque, a esperança de que o português está vivo retorna para Otávio. A mulher se acalma e decide falar a verdade]
[Holanda]: (triste) Ela te falou sobre isso, não é? Meu filho, eu preciso te contar o que aconteceu
[Otávio]: Não me diga que ele realmente morreu
[Holanda]: A Nayara sempre deu indícios que não batia bem da cabeça, lembra de quando ela comentou sobre você na primeira vez que ela pisou aqui em casa? Depois que eu dei a surra nela no meio da rua, ela simplesmente surtou! Ela me sequestrou na noite, me levou a um lugar escuro e abandonado e lá estava eu amarrada com a Joana. A Nayara fez um joguinho doente de quem ficaria com o Janeiro, ele estava na nossa frente, amarrado em uma pilastra. A gente não entrou na onda da brincadeira, então ela puxou uma…
[Holanda fica com a voz embargada, ela se segura para não chorar. Seu filho fica emocionado, escutando as palavras vindas da boca de sua mãe]
[Holanda]: (chorando) Ela puxou uma arma da bolsa e apontou para mim e a Joana, depois disso ela atirou no Janeiro
[Otávio]: (estressado) Eu sabia, eu sabia que ela não era flor que se cheirasse! É uma nojenta, uma assassina em série. Eu tenho certeza que ela criou aquela página no Rostoembook para difamar a Marcela! Agora você me escute, mãe. Avise a ela que isso vai ter volta, que eu vou fazer de tudo para desgraçar a vida daquela MALDITA! Pode ter certeza que eu vou fazer o pior acontecer com ela, pode ter total certeza…
CENA 05: RUA | EXT. | NOITE
[Maria caminha em direção à multidão de pessoas no meio da rua. Ela entra no meio, tentando passar para ver o acidente. A ambulância chega para tentar socorrer a vitima]
[Maria]: (estressada) Dá licença o bando de urubu! Eu também quero ver a desgraça alheia. Fui forçada a vir por causa da fofoqueira velha da minha mãe
[Maria finalmente abre caminho e fica em choque com o que vê: sua amiga de infância morta no chão toda ensanguentada. Os paramédicos começam a botar Tati em cima da maca]
[Maria]: (em choque, gritando) Tati? TATI!!! MEU DEUS, EU CONHEÇO ELA! O QUE ACONTECEU COM ELA? ELA VAI FICAR BEM?
[Ninguém responde, a mocinha sofre no silêncio ensurdecedor e no medo de perder a ex-amiga. Maria tenta procurar informações sobre como o acidente ocorreu, ela grita o nome de Tati]
[Maria]: (gritando) TATI! TATI DO CÉU! TATIIIIII!!!
[A mulher não recebe respostas, ela escuta as fofocas que fazem sobre a atropelada. A câmera gira ao redor da mocinha, Maria entra em] pânico total
[Maria]: (gritando em reverb) NÃÃÃÃÃÃÃO!!!
CENA 06: CASA DE NAYARA | QUARTO DE NAYARA | INT. | NOITE
[Joana abre a porta do quarto de Nayara e invade. A mulher procura por coisas relevantes para ter provas de incriminá-la de certa forma até que ela abre uma gaveta e encontra algo]
[Joana]: (espantada) Meu Deus, uma arma!
[Joana fica encantada e espantada com o revólver, ela fica fazendo poses com ele até que lhe coloca perto de seu rosto e chega em uma conclusão]
[Joana]: (vingativa) É hoje que eu vingo as vidas que foram tiradas por ela
[Joana sai do quarto em silêncio, ela tenta não deixar pistas que pisou no quarto]
[CORTA PARA O LADO DE FORA DO QUARTO]
[Joana está saindo do quarto de Nayara, e dá de cara com a vilã]
[Nayara]: O que você está fazendo aqui, cachorra?
[Joana]: Te interessa por algum acaso? Me dê licença, cobra. Estou sem paciência hoje!
[Nayara]: (furiosa) Se eu perguntei é porque eu estou interessada, você é burra? Agora me diga, tá escondendo o que!?
[Joana]: Escondendo? Eu não estou escondendo nada! Vou indo.
[Joana tenta descer as escadas, fugindo de Nayara, mas a vilã a segura]
[Nayara]: (gritando) Está escondendo sim, está tremendo, está estranha! ME DIGA, TÁ ESCONDENDO O QUE? DAQUI VOCÊ NÃO PASSA! CONTA, VAI, CONTA!
[Joana]: (assustada) O que é isso? Me solte, sua doida! Você é doente, maluca!
[Joana consegue ser mais forte e tira as mãos de Nayara dela, a mulher surta e tenta procurar o que a outra esconde, ela sente que tem algo errado. Neste momento, Holanda chega na casa, comovida por lembrar de Janeiro]
[Holanda]: O que vocês estão fazendo?
[Nayara ignora Holanda, mas Joana lhe responde]
[Joana]: Quer saber o que estamos fazendo? É um acerto de contas, amiga.
[Joana puxa um revólver e aponta para Nayara, Holanda fica em choque, a vilã encara com desgosto e ri]
[Holanda]: (nervosa) Larga essa arma, Joana!
[Nayara]: (debochada) Cala a boca, mocreia! (P) Ah, queridinha… Aprendeu comigo, não foi? Eu não sabia que você sabia atirar, que sabia segurar uma arma! E muito menos que tinha coragem de ser uma assassina, ou vai me dizer que não tem a intenção de me matar?
[Joana]: (raivosa) CALE-SE, NAYARA! Eu não sou criminosa igual a você, eu sou uma justiceira! Eu vou me vingar de tudo de ruim que você fez comigo, com Holanda, com Otávio, com Janeiro e o resto que você deve ter machucado!
[Nayara]: Você não está ajudando ninguém, quem vai terminar presa é a senhorita, sua tonta! Joana, você tem NENHUMA prova contra mim! Você está apenas dando um passo atrás, um passo não… É como se você tivesse tropeçado e caído uma escada inteira! Mas tudo bem, eu entendo… Agora chega de drama e atira
[O silêncio predomina, Holanda está em um pânico interno, ela olha a cena inteira acontecer e fica muda. Nayara sorri e Joana encara ela com ódio]
[Nayara]: Atira
[A resposta é um instrumental tenso aumentando, Nayara ri e enlouquece]
[Nayara]: (gritando) ATIRA, ATIRA!!!
[CONGELAMENTO EM NAYARA]
