INTERNACIONAIS (COMPACTO) - CAP. 01

INTERNACIONAIS - CAP. 01 (31/08/2026)


CENA 01: DIVERSOS | CLIPE SUBÚRBIO | EXT. | MANHÃ


A câmera rodeia lugares do Rio de Janeiro, em um momento, ela se vira a uma casa, essa casa é de Cristina.


CENA 02: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | MANHÃ


Cristina (Ivy Souza) chega à sala, meio sonolenta por ter acabado de acordar, ela encontra Maria (Gabz) no sofá, ela está jogando algum joguinho no celular.


[Cristina]: Nem fala bom dia, não é mesmo?


[Maria]: Bom dia, mãe!


[Cristina]: Por acaso você lavou a louça que eu mandei lavar?


[Maria]: (se envergonha e olha para Cristina) É… desculpa mas lavei não, eu lavo agora! (Maria olha para seu celular) Merda, morri.


[Cristina]: Ai garota, você nem parece ser maior de idade, parece mais uma vagabunda sem vergonha. Mas eu tenho que te pedir uma coisa… Não quer sair por aí hoje?


[Maria]: Sair? Para onde?


[Cristina]: Ué? Sair, passear, se divertir, fique em qualquer lugar longe de mim! Eu vou arrumar a casa toda hoje, só HOJE! O resto do ano será apenas você.


[Maria]: (respira fundo) Justo… Mas eu vou vê para onde eu vou sair… tá de manhã, tá calor…


Cristina e Maria pensam juntas.


CENA 03: JÃO FELIZ | EXT. | MANHÃ


Jão Feliz, um lugar onde a vizinhança é bem unida e feliz. Duas pessoas conversam enquanto varrem a frente de suas casas, elas são Holanda e Joana.


[Holanda]: Então mulher! Foi uma porradaria que teve naquela festa (risos) Deus me perdoe mas lembrar daqueles desmiolados brigando só me faz dar belas risadas.


[Joana]: (tsk tsk) Ô povinho, viu (risos). Acho bem que a nova vizinha chegou, a que vai morar na antiga casa da dona Marisa, será que ela conhece as coisas aqui?


[Holanda]: Joana, não é todo mundo que vem preparado não, vamos falar com ela.


[Joana]: Vamos, acho que vi ela ali… Ali está ela!


Na calçada está ela, a nova vizinha, Nayara. Joana acena para ela e a chama, Nayara vai até Joana e Holanda.


[Nayara]: (nervosa) Olá! Tudo bem? Como estão? 


[Holanda]: Se acalme que a gente não morde não (risos) Prazer, sou Holanda!


[Nayara]: Prazer, sou Nayara! (Ela aponta para Joana) E você é a?


[Joana]: Joana! Bem-vinda a Jão Feliz, Nayara.


[Nayara]: Vocês me chamaram para a gente se conhecer ou?


[Holanda]: Meu bem, a gente te chamou para-


[Joana]: (cortando) A gente tem chamou para saber se você conhece direitinho aqui, precisa de ajuda ou algo do tipo (Holanda acena com a cabeça, procurando motivos por ter sido interrompida)


[Nayara]: Ahhh, sim! Eu conheço sim mas se quiserem me apresentar para eu ter certeza eu agradeço


[Joana/Holanda]: A gente faz esse favor pra ti!


A cena corta para uma sequência de cenas de Joana e Holanda apresentando o lugar para Nayara, ela já conhecia tudo, as mulheres ficam bastante surpresas e impressionadas com a sabedoria de Nayara.


[Joana]: Nossa Nay, a gente te apresentou tudo atoa?


[Holanda]: Não seja rude, cachorra.


[Joana]: O que é isso, Holanda? Me respeite porque eu-


[Nayara]: (interrompe) Eu não acho que foi à toa pois eu descobri que conheço tudo daqui! Ótimo!


[Holanda]: Que bom! Não sei se vocês se importam mas vou ir para casa porque sabem como é o corre da vida, né?


Joana revira os olhos e Nayara acena a cabeça e elas se despedem de Holanda, Nayara olha para Joana.


[Nayara]: Pensei que vocês eram amigas.


[Joana]: O que? A gente é! O que te faz pensar o contrário?


[Nayara]: Vocês duas parecem que tiveram um desentendimento enquanto me mostravam os lugares daqui, sabe? 


[Joana]: É aquelas de coisas de amizade, normal na nossa relação.


[Nayara]: Não parece saudável, não querendo me intrometer.


[Joana]: (resmunga) Mas já se intrometendo…


[Nayara]: (indignada) Oi?!


[Joana]: (envergonhada, com medo) Oi? Tudo bem? Olha só, eu vou para casa, bom dia amorzinho, docinho de cocô (ela vai embora e deixa Nayara falando sozinha)


[Nayara]: Mulher? Docinho de quê?! Cada uma que aparece…


Nayara anda para trás e esbarra em Janeiro, um homem português.


[Janeiro]: (preocupado) Senhorita! Estás tudo bem? Desculpe-me!


[Nayara]: (encantada) Uh…~ Oh! Está tudo bem sim! O senhor não precisa pedir desculpas…


[Janeiro]: (risos) Não precisas me chamar de senhor, me chamo Janeiro, muito prazer!


Uma mulher observa toda essa cena enquanto estava observando a rua


[Whozinha 1]: É… essa aí amou o galã português, o quadrado amoroso nasceu (risos) Agora eu quero ver onde é que essa história vai chegar.


CENA 04: CASA DE CRISTINA | QUARTO DE MARIA | INT. | MANHà


Maria decidiu ir para a praia descansar a cabeça depois de uma semana que parecia não acabar nunca, ela está pegando umas roupinhas.


[Maria]: Bom, acho que já estou pronta, peguei protetor solar, guarda-sol, tapete e as roupinhas… tô pronta! Mãe vou indo, tá? Valeu!


[Cristina]: Tome cuidado, filha. Vai que tem arrastão ou algo do tipo.


[Maria]: Tá repreendido, vou indo, tchau!


[Cristina acena para Maria e ela sai de casa, Cristina liga a caixa de som para tocar a sua playlist de músicas sertanejas enquanto limpa a casa]


[Cristina]: E vamos para mais um dia…


CENA 05: CASA DE PABLO | QUARTO | INT. | MANHà


Pablo é um jovem uruguaio, ele faz parte de um trio de amigos, tem um jovem argentino chamado Juan e tem o português Martin, o mais velho do trio. Pablo deita na cama pensando em sair em algum lugar com seus amigos, ele pensa em algo mais simples.


[Pablo]: Restaurante ou praia? Restaurante ou praia? Restaurante… PRAIA!


Pablo manda mensagens para o grupo do trio no Wat’Zíp’er.


[PABLO]:

¿Que tal irmos para a praia de Ipanema?


[JUAN]:

Eu aceito!


[MARTIN]:

Eu também, mas vai ser hoje?


[PABLO]:

Hoje e AGORA


[MARTIN e JUAN]:

AGORA?


[PABLO]:

Espero vocês lá!


CENA 06: ÔNIBUS | INT. |  MANHÃ


Maria está sentada no assento do ônibus, ela está analisando se esqueceu nada.


[Maria]: Lá vou eu, indo para a praia de Ipanema…


CENA 07: CALÇADÃO | EXT. | MANHÃ


[Pablo]: Vocês demoraram hein, pelo menos chegaram


[Juan]: Você é maluco de chamar a gente para vir tão cedo assim, estúpido


[Martin]: Verdade, mas enfim, não tem tantos motivos para estresse agora, vamos andar pelo calçadão ou?


Maria está procurando um lugar para ficar, ela anda pelo calçadão conversando sozinha.


[Maria]: (risos) São coisas da vida, mas aquele dia foi muito engraçado… Acho que é melhor eu par-


Maria esbarra em Juan, eles se assustam.


[Juan]: ¡Ah, Chica! Olha por onde anda


Maria e Juan se encaram, eles se estressam mas logo depois se acalmam.


[Maria]: Me desculpe! Eu realmente deveria ter prestado mais atenção… mais… 


Maria observa Juan de cima à baixo, analisando cada detalhe.


[Maria]: Atenção… 


Juan e Maria se encaram, um clima de estranheza.


[Juan]: (nervoso) ¿O que foi, chica? ¿Tem algo no meu rosto?


[Maria]: (ri envergonhada) NÃO! É que… Oh *risos* desculpe-me por ter esbarrado em você, moço (P) Qual o seu nome?


[Juan]: ¿Por que você quer saber?


[Maria]: Curiosidade… *ela olha Juan de cima à baixo*


Enquanto esse clima acontece, Martin e Pablo observam tudo.


[Martin]: Nossa, ficamos de vela… Bom, o que estávamos falando mesmo? Vais continuar a história?


[Pablo]: (disfarçando a raiva) No, não quero continuar, quero observar esses dois


[Martin]: Estás irritado? O que foi?


[Pablo]: Nada…


[Martin]: Se você diz…


Maria e Juan conversam bastante.


[Maria]: Bom, Juan, não é? Você tem Gram?


[Juan]: Yo tengo


[Maria]: (envergonhada) Poderia me passar ele? *Maria puxa o celular*


CENA 08: RESTAURANTE | INT. | TARDE


Maria, Tati e Wanda estão comendo baião de dois e carne, sentadas como as princesas que aparentam ser.


[Maria]: (entusiasmada) Enfim, e a gente jogou bola lá, se divertirmos no mar, foi legalzão! 


[Tati]: Que legal amiga, mas já é a QUARTA VEZ que você fala isso só hoje… hehe


[Wanda]: (estressada) Tá com o disco arranhado? Maria, já entendemos que foi legaaaal, que foi incrível, que os estrangeiros são de outro planeta, país, universo e essas coisas…


[Maria]: Ai gente, perdoe-me se não curtiram *bufa* O que aconteceu na vida de vocês?


[Tati]: (aliviada) Finalmente *risos* Enfim… sabe aquela festa que teve? Meti a porrada no garoto lá


[Maria/Wanda]: (assustada) É o que?


CENA 09: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | TARDE


Nayara está arrumando a casa, ela pensa em mudar as posições dos móveis. Um som de campainha toca, ela vai ao portão atender, lá estava Holanda.


[Nayara]: (surpresa) Ah! Oi!


[Holanda]: Oi Nay! Você aceita tomar um cafezinho lá em casa? Se você não quiser, tá tudo bem


[Nayara]: Ah, aceito sim *risos*


[Holanda]: (segurando as mãos de Nayara) Vamos! (Holanda arrasta ela até a casa dela)


CENA 10: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | TARDE


Holanda e Nayara estão na sala, conversando demais e tranquilamente.


[Holanda]: Daí então eu disse: Volta para onde você mora, rato escrito!


[Nayara]: *risos* Só você, hein…


Otávio sai de seu quarto e aparece na sala.


[Otávio]: Mãe, posso ir na casa da Marcela?


[Holanda]: Pode ir filho, só não volta tarde!


[Otávio]: (aliviado) Beleza! *ele olha para Nayara* Boa tarde


[Nayara] (estranhando) Boa tarde… Você é o filho da Holanda?


[Otávio]: Ah, sim. Sou


[Nayara]: Uhn…? É que… Ah, sabe


Holanda olha para Nayara, com uma cara furiosa.


[Otávio]: Porque eu sou preto, não é?


[Nayara]: (engole seco) Olha, não é por causa disso! Ah, pelo amor de Deus… tudo é racismo


[Otávio]: Calma moça! Em nenhum momento falei de racismo! Mãe, vou indo, tchau


Otávio sai de casa, furioso. Holanda olha indignada para Nayara.


[Holanda]: Mulher?


[Nayara]: Ai gente, o que tem? Que saco


[Holanda]: (respira fundo) Enfim… Tá ficando tarde, tomamos nosso café… Não sabia que você pudesse ser tão rude, Nay


[Nayara]: Ai amiga, me desculpa, tá? Vacilei mesmo… Mas pode ser sincera, ele é do seu sangue? É que ele não parece contigo, não é pela pele, juro!


[Holanda]: Quer mesmo saber?... A gente pode não ter o mesmo sangue, mas a gente é mãe e filho, entende?


[Nayara]: (seca) Adotado?


[Holanda]: Isso…


[Nayara]: Ah, sim… entendo…


CENA 11: CASA DE DONA SÍLVIA | QUARTO DE MARCELA | INT. | TARDE


Marcela tá passando maquiagem e Otávio está sentado em sua cama, ela borra o delineado e se enfurece.


[Marcela]: Ai que ódio dessa merda, que saco, velho…


[Otávio]: Pior acidente que aconteceu na sua vida *risos*


[Marcela]: Meu Deus, Otávio. O pior acidente nem foi esse, o pior acidente que já presenciei eu nem tive culpa…


[Otávio]: Como assim, mulher?


Marcela fica em silêncio e tenta corrigir seu delineado, Otávio pensa um pouco e respira fundo quando entende.


[Otávio]: (triste) Ah, sim…


FLASHBACK: RUA | TARDE


OUTUBRO DE 2016: A câmera passa por uma rua até que aparece um carro passando em uma velocidade rápida.


DENTRO DO CARRO: Cíntia e Josué discutem, no banco de trás a Marcela de apenas 10 anos chora, apenas ela está de cinto.


[Cíntia]: (gritando, chorando) VAI JOSUÉ, VAI JOSUÉ! ADMITA QUE ME TRAIU! QUE VOCÊ FICOU COM AQUELA PUTA NOJENTA! EU TE MATO AQUI MESMO SEU DESGRAÇADO!!!


[Josué]: SAI DAQUI CÍNTIA, PORRA! LARGA DO MEU PÉ SUA RAPARIGA, EU NÃO PEGUEI MULHER NENHUMA. MENINA PARA DE CHORAR, CRIANÇA!


Cíntia para cima de Josué no carro, Josué começa a perder o controle e dá um soco na cara de Cíntia, Marcela chora desesperada.


[Marcela]: (gritando) PAPAI, OLHA!


Josué tenta desviar de um carro mas colide com ele. Alguns minutos depois, Marcela grita o nome de seus pais, mas eles não respondem, os dois morreram na hora. Ela abre a porta do veículo, sai dele e grita pedindo por socorro.


[FIM DO FLASHBACK]


[Marcela]: (cansada) Agora foi! Vamos sair?


[Otávio]: Vamos!


CENA 12: BAILE FUNK | INT. | NOITE


O trio internacional está em um baile funk, um lugar que não combina nada com eles.


[Juan]: Dios mío, Pablo, você só tem ideia ruim!


[Martin]: Baile funk no Rio? Estás a enlouquecer?


[Pablo]: Gente, ¡Sólo vivimos una vez! E outra, tá bem divertido ver esse povo dançando e essas letras duvidosas, tô me sentindo um carioca!


[Juan]: Eu preferia ver isso na minha casa… bem mais confortável


[Pablo]: Juan, para de ser chato! Que insuportável!


[Martin]: Mas ele estás certo! Uh, ai, acho que vou indo…


Martin dá meia volta e começa a andar, ele esbarra com uma mulher.


[Martin]: Uhn! Mil perdões!


[Karla]: Uh… *morde os lábios* Tudo bem! Prazer, Karla…


[Martin]: Prazer, Martin!


[Karla]: Você é portuga?


[Martin]: Sim, sou


[Karla]: Ah, que bacana! *risos* Percebi pelo sotaque.


[Martin]: Tudo bem, vou indo, tchau! *Martin vai embora, Karla observa ele sumindo de sua visão e respira fundo*


[Karla]: (gemendo) Ele é meu homem dos sonhos…


CENA 13: PRAÇA DELÍRIOS | EXT. | NOITE


Tati e Wanda tomam açaí, elas estão conversando sobre o que aconteceu na tarde do mesmo dia.


[Tati]: (curiosa) Amiga, você viu que a Maria passou a tarde toda falando daquele argentino lá? *risos* Será que ela se apaixonou? Espero que ela desencalhe.


[Wanda]: Ai amiga, fiquei com muito ódio dela.


[Tati]: Ué? Por quê?


[Wanda]: Aquela vagabunda passou A TARDE TODA falando daqueles ratos de internacionais, eu não duvido que ela troque a gente por eles!


[Tati]: Oxe amiga, que ciúmes todo é esse?


Instrumental tenso


[Wanda]: Você não é burra, Tati. Você sempre foi a mais consciente daqui! Eu não estou certa?


[Tati]: Uhn? Não?


[Wanda]: Repete.


[Tati]: Não.


[Wanda]: Ah, tudo bem… Mas eu tenho certeza que estou certa, minha intuição nunca falha… Pois se ela me trocar, eu acabo com ela. O trio tem que ser eternizado!


[Tati]: Ai, garota, para de ser doente.


Wanda aperta as mãos de Tati e olha nos olhos dela.


[Wanda]: Nossa, Tati. Nunca vi você duvidar de mim assim… Por que não cala a SUA boca?


[Tati]: (gemendo de dor) Wanda, TÁ DOENDO!


[Wanda]: ME ESCUTA! Se eu precisar fazer algum mal à Maria, você vai ser minha cúmplice sempre, tá me escutando? SEMPRE.


Tati empurra Wanda.


[Tati]: (nervosa) VOCÊ TÁ FICANDO MALUCA?


[Wanda]: Você vai, não vai? *ela tenta se aproximar de Tati*


[Tati]: Saia de perto… SAI! 


A mulher dá um tapa na cara de Wanda. Instrumental tenso.


[Wanda]: (confusa) Por que você fez isso?


[Tati]: Para de ser sonsa, Wanda. Olha, vou ignorar tudo o que você falou, não é possível que você não esteja com efeito de alguma coisa errada…


[Wanda]: Eu não fumo, bebo e nem uso drogas. Eu estou mais lúcida que nunca…!


[Tati]: Aham, sei… Enfim, vou indo, beijos amiga! Se cuida… 


Tati corre com delicadeza, Wanda apenas observa.


[Wanda]: (fria) Eu sei que estou certa, eu sinto, eu nunca erro…


CENA 14: RUA | EXT. | NOITE


Marcela e Otávio estão sentados na calçada, conversando e relembrando coisas divertidas que aconteceram na semana, de repente, se ouve um choro de cachorro e ele aparece, magro e desesperado por comida, água e carinho.


[Marcela]: (assustada) Meu Deus, esse cachorro tá magrelo!


[Otávio] (preocupado) Nossa! Tadinho, ele tá quase morto, acho que vou levar ele pra casa… Olha o estado dele, Marcela do céu… *ele acaricia o cachorro* Seria rude para você se eu fosse para casa com ele? Acho que vou indo.


[Marcela]: Eu já com um sono mesmo… *risos* Pode ir, boa noite amigo.


[Otávio]: Valeu, Marcela. Vamos cachorrinho… duvido que minha mãe nega levar essa coisa linda para casa…


CENA 15: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | NOITE


Holanda está vendo televisão, canal FlopTV, ela está muito entretida com o canal. Otávio entra em casa, ele tem a chave de casa… Um cachorro entra desesperado.


[Holanda]: (estressada) Que palhaçada é essa? De quem é esse cachorro? XÔ XÔ! SAI.


[Otávio]: (assustado) Que isso, mãe? Para! Mãe, adota esse cachorro? Por favor…


[Holanda]: (seca) Não. Animal só dá prejuízo e é chato ficar cuidando.


[Otávio]: Mãe, olha para esse cachorro morto de fome e sede… Você é capaz de abandonar ele na rua e deixá-lo morrer?


O cachorro chora olhando para Holanda, ela tenta resistir mas não consegue.


[Holanda]: *bufa* Ai, tá bom! Eu adoro ele… mas eu vou comprar comida só amanhã, e VOCÊ vai cuidar também, tá?


[Otávio]: (entusiasmado) OBRIGADO MÃE!!! *ele abraça Holanda como se fosse criancinha conseguindo presente*


CENA 16: CASA DE CRISTINA | QUARTO DE MARIA | INT. | NOITE


Maria está em sua cama, mandando mensagens para Juan.


MENSAGENS:

[Maria]: Como você está? Foi engraçado o dia de hoje kkkk


[Juan]: Eu estou bem! Eu amei hoje… Quer sair com a gente outro dia?


[Maria]: Sim!


[Juan]: Ei, posso te adicionar em um grupo nosso?


[Maria]: Beleza


[JUAN ADICIONA MARIA NO GRUPO INTER]


[Martin]: Oi! Bem-vinda kkkk


[Maria]: Olááá


[Pablo]: Oi


[Maria]: Oi


[Juan]: Ai, enfim, amanhã é dia de trabalho… nãooooo


[Maria]: Ai… nem me fala que até fico murcha


[Pablo]: Gente, vamos sair no final de semana?


[Maria]: Claro, ir para onde?


[Pablo]: Não falei contigo mas ok, a gente podia ir em um restaurante por aí kkkk


[Maria]: moleque grosso…


[Pablo]: Moleque? Ok…


[Maria]: Sim, poderia ter falado no privado deles pelo menos… falar aqui no grupo, falar que não estava falando comigo É GROSSEIRA, mas tá tudo bem… Boa noite para vocês aí


[Juan]: Pô Pablo, pelo amor de Deus, né?


[Pablo]: Eu falei nada demais! Eu lá tenho culpa dela ser dramática?


[Martin]: Vamos ir ou não?


[Juan]: Eu vou ir, mas apenas se o Pablo pedir desculpas à Maria e chamá-la


[Pablo]: Que?


[Juan]: Vai Pablo, vai!


[Pablo]: Amanhã eu peço, que saco… combinado então


FIM DAS MENSAGENS


[Maria]: *risos* Moleque, eu levei uma patada do nada, que vergonha… aquele merdinha… Ai mas não vai ficar assim não…


CENA 17: CLIPE DO SOL NASCENDO NO RIO DE JANEIRO


Enquanto o sol nasce, vamos fazer uma viagem à Jão Feliz, especificamente na casa de Nayara.


CENA 18: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | MANHÃ


Nayara está navegando no Rostebook, analisando cada perfil do aplicativo.


[Nayara]: Aqui é igual onde eu morava, todo mundo daqui tem esse aplicativo eu acho *risos*


Nayara continua navegando até que vai verificar suas notificações e tem uma conta te seguindo, o nome da conta é “Contos de Jão Feliz”.


[Nayara]: (confusa) Uhn? O que é isso? Que nome é esse? (risos) Contos de Jão Feliz? Ah pelo amor de Deus, isso tem nome tão chinfrim e brega, misericórdia… Deve ser página de fofoca (P) Tem posts? *ela entra no perfil, não tem nada, parece ter sido criado recentemente* Que estranho… Acho que… o tempo vai resolver esse mistério *risos*


A câmera foca no celular de Nayara, dando destaque ao nome da conta. Instrumental tenso.


CONGELAMENTO NO CELULAR


 ENCERRAMENTO AO SOM DE “Soy Loco por Ti, América” DE IVETE SANGALO.