INTERNACIONAIS — CAPÍTULO 16 (16/03/2026)

INTERNACIONAIS | CAP. 16 (16/03/2026)
CENA 01: CASA DE HOLANDA | SALA | INT. | NOITE

[Otávio está enfurecido, ele tenta entender a situação. Holanda está desesperada, correndo risco de morte]

[Otávio]: A vagabunda da Nayara que está te colocando nessa situação? E por que você vai morar com ela? Qual é a merda do sentido?!

[Holanda]: Eu te conto depois! Eu te juro meu filho, juro que te explico melhor depois… *Ela se aproxima do Otávio* Se cuida o máximo que puder, ok? Eu vou pegar algumas coisas que ela pediu e vou indo… *Holanda caminha em direção ao quarto, seu filho fica se mordendo de raiva, lacrimejando e resmungando*

[Otávio]: (agressivo, estressado) Seja lá o que você fez, você me paga. DESGRAÇADA! *SOM DRAMÁTICO*


CENA 02: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | MANHà

[A manhã se inicia, um dia lindo no Rio de Janeiro. Maria caminha até a sala, confiante e entusiasmada. Sua mãe está sentada no sofá, olhando os conteúdos exibidos em seu celular]

[Maria]: Hoje é o grande dia! Ui amo, faz tempo que não recebo visita, reparou?

[Cristina]: Sim, reparei…

[Maria]: Percebi que quando os internacionais apareceram, parece que as coisas ficaram mais leves, não totalmente, claro… Mas ficou!

[Cristina]: Conhece esse português direitinho? Certeza que ele é uma pessoa boa?

[Maria]: Ele é muito lúcido! É o mais consciente do grupo… *risos* Ele vem na tarde, beleza?

[Cristina]: Ok, fechou

[Maria]: Ah, tá. Amo! Vou lavar a louça e depois limpar a casa…

[Cristina]: E que faça bem rápido! Podia ter feito ontem


CENA 03: CASA DE NAYARA | COZINHA | INT. | MANHà

[Nayara está na cozinha, preparando os pratos com comida para Holanda e Joana. Elas olham desconfiadas, com medo de algo inesperado acontecer, algo como um envenenamento]

[Holanda]: Poxa querida, estou sem fome. Pode comer por mim?

[Nayara]: Eu coloquei o prato para mim também, você é cega ou só é burra? Ops! Desculpa amiga… Joana, vai comer?

[Joana]: Óbvio que sim… Mas, fiquei com uma dor na barriga

[Nayara]: (Calma) Vocês não cansam de servir desrespeitos e vergonhas… Amo vocês, minhas melhores amigas! Somos um trio inseparável 

[Joana]: Eu não vou aguentar essa personagem que você está criando (se levanta da cadeira) Eu estou fora dessa! Não estou aguentando… *Joana caminha até as escadas para se trancar em seu novo quarto, Nayara se enfurece e a segue, Holanda vai logo em seguida*

[Nayara]: Você não pode simplesmente abandonar a gente lá na mesa, Joana! Volta já aqui…!

[Joana]: Me esquece! Sai de perto de mim, sua demente, vadia, psicopata!

[Nayara]: Poxa, meu anjo… Assim você me ofende! (Elas sobem as escadas) *Joana se vira à Nayara e enlouquece. Holanda observa tudo*

[Joana]: Você não pode simplesmente PARAR de ser sarcástica o tempo todo? Você já encheu meu saco demais! Minha paciência esgotou e minha loucura vai cantar! Quer ver?

[Holanda]: ESMAGA

[Nayara]: Ah é? Cadê sua loucura cantando, hein? A queridinha se estressou? Uma pena que o seu problema não é meu, você está na minha casa ao meu comando! *Nayara se aproxima de Joana, Holanda desconfia* CADÊ O SEU SURTO? CADÊ? VAI JOANA, FAZ SEU SHOW! Fica pagando de poderosa mas não vale nada, faz nada, é só uma merda seca! Bota na cabeça que você é inútil, entende? UMA INÚTI- *Joana dá um tapa no rosto de Nayara, ela olha para Joana com deboche. Holanda se orgulha e sorri* Só isso que você tem? Fraca!

[Joana]: Você está muito ansiosa para o meu gosto! Espera só, prostituta! *Joana empurra Nayara e lhe dá um soco no rosto, ela fica perplexa com o soco. Nayara fica satisfeita com tamanha coragem da amiga* Tem isso e muito mais! *Joana começa a sufocar Nayara e lhe dá cabeçadas, Nayara empurra ela e elas começam a bater uma na outra. Holanda ri ao ver a cena, faz torcida para Joana*

[Holanda]: VAI JOANA, AMIGA! BATE NA CADELA

[Nayara]: Te subestimei demais, não é? Tá meio fortinha pra uma perua. Mas você pare com essa palhaçada agora ou eu paro! *Elas continuam brigando e Nayara agarra Joana, Holanda fica confusa*

[Joana]: O que é isso? ME SOLTA! ME LARGA! *Nayara morde o pescoço dele Joana, ela grita e Nayara fica horrorizada*

[Nayara]: Virou vampira agora?

[Joana]: DESGRAÇADAAAAA! *Ela grita e segura Nayara pelos cabelos, Nayara tenta agarrar Joana de novo e elas começam a se mexer demais*

[Nayara]: VAI FRANGA, VAI FRANGA, CONTINUA PRA TU VER, EU ACABO CONTIGO! *Nayara bate na cabeça de Joana, elas se agarram mas perdem o equilíbrio*

[Holanda]: JOANA! *Ela grita. Nayara e Joana caem da escada, instrumental louco de Nayara aumenta e a tensão também. Logo após a queda, o silêncio predomina, a câmera mostra vários ângulos das mulheres no chão*


CENA 04: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | MANHÃ

[Cristina continua sentada no sofá, Maria começa a limpar o chão]

[Cristina]: Maria, sabe se ele vai comer?

[Maria]: Puts! Nem me lembrei da comida…

[Cristina]: (em tom de piada) A comida deixa que eu faça, se você fizer, ele vai achar que tem veneno

[Maria]: (indignada) *risos* O que é isso? A senhora acha que é quem?

[Cristina]: Senhora está no céu! Eu posso ser velha, mas não tão velha…

[Maria]: Que velha? Se você é bem nova

[Cristina]: *Se levanta do sofá* Continua limpando a casa e eu vou fazer a comida agora… Eu que faço tudo nessa casa

[Maria]: Ué, ninguém pediu pra tu fazer comida

[Cristina]: Continua lavando, boca de bodó

[Maria]: Mulher doida *risos*


CENA 05: CASA DE NAYARA | SALA | INT. | MANHÃ

*Holanda corre para socorrer Joana, ela geme de dor. Holanda se alivia pois achou que ela estava morta, ela agarra a amiga e a deita no sofá. Nayara ri enquanto geme de dor, Holanda fica confusa*

[Holanda]: Que você é doida, já sabemos. Mas você é burra? Maluca e jumenta, o combo maravilhoso para uma pessoa ruim igual a ti

[Nayara]: Foi divertido, não foi? Eu- AI… achei que foi um luxo! *risos* Me coloca no sofá, eu tô toda dolorida

[Holanda]: Se eu pudesse, te jogava de novo dessa escada, isso se não fosse pela sacada, né? Enfim *Ela agarra Nayara e a coloca no sofá* Que ideia foi essa de brigar na escada? Eu nunca apoiei a porradaria. BEM FEITO! BEM FEITO!

[Nayara]: Cala a boca porra, me dá gelo!

[Holanda]: Desculpa senhora, deixa que eu pego…

[Holanda vai à cozinha, a câmera foca em Nayara, enfurecida e nervosa. Ela quase explode de tanta raiva]

[Nayara]: Eu não nasci pra apanhar! Eu nasci pra bater, mas vai ser diferente agora… não é só porrada, agora é tiro!


CENA 05: CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | TARDE

[Cristina está comendo biscoito água e sal no sofá, Maria aparece com roupas na mão]

[Maria]: Eu acho que ele vem daqui a pouco, eu nem tomei banho. Meu Deus. E agora?... Ah! Você abre a porta e manda ele esperar aqui na sala, tudo bem? Se quiser, tu oferece comida e tals, fala que não vou demorar, vai ser um banho bem rápido!

[Cristina]: Tá, entendi. Mas tu não demora mesmo!

[Maria]: Tá, mãe… Vou ir tomar agora, fica de olho!

[Maria corre ao banheiro, desesperada para não “gerçular”, Cristina está sentada no sofá, ela está com um mau pressentimento]

[Cristina]: Que esquisito, não é o que eu penso! Mas eu não sei… é tão esquisito, a história bate até que bem, porém ao mesmo tempo é uma coincidência tão estranha que chega a ser bem improvável. Melhor esquecer isso tudo e- *Cristina é interrompida pelo som de alguém batendo na porta, ela se assusta* Credo… QUEM É?

[Martin]: Eu!

[Cristina]: (gritando) TÔ INDO!

[CÂMERA LENTA: INSTRUMENTAL DE MISTÉRIO. Cristina anda até a porta, Martin espera do lado de fora, ansioso e feliz. Cristina segura a maçaneta, respira e abre. A lentidão acaba]

[Cristina]: Boa tarde! Tudo bem? Pode entrar…

[Martin]: Olá senhora…

[Cristina e Martin se encaram, eles se assustam de início. Cristina se enfurece, Martin se envergonha]

[Martin]: Cristina?... és tu?

[Cristina]: (nervosa, estressada) Sou eu, sou eu. Seu desgraçado! Como que… Você que é o amigo da nossa filha!? Como que… esquece! Você se aproximou da minha filha sem saber que era ela? Eu sempre suspeitei que era você, sabia que não era loucura! Como você conseguiu!?

[Martin]: (sério, arrependido) Estou arrependido, eu lhe juro! Vamos conversar! Pelo amor de Deus, a nossa filha queres me conhecer, ela estás tão feliz por ter amigos ao lado dela sempre! Não vamos estragar a felicidade dela, nós estávamos tão ansiosos para hoje. Eu mudei! EU LHE JURO!

[Cristina]: (gritando, chorando) Se arrepende como?... SE ARREPENDE COMO? ME DIZ! Você simplesmente me abandonou, abandonou enquanto eu estava grávida! Como você pôde fazer isso com a sua mulher? Me deixou como se eu fosse nada, me descartou como um pedaço de merda em uma sacola! Você pisou na bola e não foi pouco, não tem perdão o que tu fez. Sabe o que você pode fazer para resolver isso tudo? SABE!?

[Martin]: (desesperado) O que? O que eu posso fazer?

[Cristina]: (furiosa) Vá embora e não volte nunca mais para esta casa, aqui você não pisa mais! E olha aqui, você dê uma desculpinha pra sua filha! Fala que teve uma coisa de última hora e desapareça para sempre. Me escute! Apenas desapareça da vida da nossa filha, eu cuido dela sozinha…

[Maria]: Então era por isso que você escondia tudo isso de mim? Escondeu tudo isso pra que?

[Cristina se vira, assustada e angustiada. Martin está nervoso. Maria está enfurecida por ter descoberto tudo daquele jeito]

[Maria]: (gritando) O gato mordeu a língua de vocês? Queriam esconder isso de mim? Como vocês tem coragem!?

[Cristina]: (desesperada) Não é nada disso que você está pensando! Ele é o seu amigo, não é? Eu só estava conversando com ele…

[Martin]: (indignado) Você ainda tem coragem de fingir que não me conhece? *ele anda até Maria* Você é minha filha, você é minha filha! Meu sangue… Eu preciso te explicar tudo!

[Maria se choca ao ouvir Martin admitindo que é seu pai. Ela tem quase um piripaque, fica espantada ao descobrir a verdade: Seu pai está vivo. Ela começa a ter lembranças]


FLASHBACK: 03/04/2019
CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | ANOITECER


[FILMAGEM ESTILO 2010's: Maria está pensativa na janela, é o dia do seu aniversário de 12 anos. Cristina aparece e coloca a mão em sua cabeça, confortando ela]

[Cristina]:
O que foi, minha filha?

[Maria]:
(respira fundo) Mãe, eu queria saber onde meu pai está. Eu nunca soube o que aconteceu com ele! Eu queria que… Ele viesse falar comigo, me abraçar, me dar conselhos, me chamar de Maria, de filha, de tudo que ele quisesse! Mas ele nunca quis me ver, não é?

[Cristina]:
(comovida) Olha, minha filha. Eu sei que é difícil não ter uma figura paterna ao lado, eu realmente não sei onde ele está, ele pode está com os anjos ou algo do tipo. Mas ele provavelmente deve está com orgulho da menina que apesar de não ver crescer em vida, teve oportunidade de ver no céu

[Maria]:
(olha para sua mãe, não surpresa) Ele está morto? Ah, era óbvio! Eu não vou… ficar chorando por causa de ausência paterna

[Cristina]:
Não se entristeça, minha filha. Saiba que você tem uma mãe ao seu lado, que faz tudo o que um pai faz. Entendeu?

[Maria]:
Entendi…

[Cristina]:
Agora vamos voltar à festa, não quer fazer ela ser um enterro ou quer?

[Maria]:
*risos* Claro que não! Eu já vou indo…

[Cristina]:
(brincalhona) Eu te espero lá. Se você não vir, eu puxo sua orelha! 

[Maria]:
Tá! Já tô indo *ela observa a mãe indo e olha para o céu, procurando uma estrela* Eu não sei onde você está, mas eu estou aqui te esperando de braços abertos pra te abraçar e amar… *ela dá meia volta e volta a festa, a câmera acompanha ela andando*

FIM DO FLASHBACK
 Transição em fade-out da Maria do flashback e a Maria atual


[Maria está furiosa, as peças se encaixam e ela olha desacreditada para sua mãe, ela lhe encara de volta, seu rosto está sério, ela treme. Maria olha de volta para o seu pai, ele que vai de medo à ternura aos poucos]

[Martin]: Eu sei que foi horrível o jeito que descobriste isto, mas eu mudei, percebeste alguma coisa errada que eu fiz em todos estes dias que se falamos?

[Maria]: Você realmente não fez nada de errado, muito pelo contrário, sempre foi educado e sensato. Mas eu não posso me deixar enganar…

[Martin]: Eu compreendo sua reação sobre isto, eu acho justo o que está a fazer comigo. Eu não sei se sua mãe contou tudo sobre nós, mas se ela não contaste, eu conto

[Cristina]: Eu já falei tudo que deveria falar!

[Maria]: Me conte!

[Martin]: Enfim, se queres…


[MONTAGEM: Fotos antigas de Cristina e Martin juntos, abraçados, conversando, e, por fim, se beijando. Os lugares variam por praças, praias, restaurantes e shows]


FLASHBACK: 2007
ANTIGA CASA DE CRISTINA | SALA | INT. | ANOITECER

[FILMAGEM ESTILO ANOS 2000's]

[Martin]: (NARRANDO) Eu estava procurando por trabalhos na época, eu estava no Brasil desde 2005. Conheci Cristina em uma festa na praça, ela era nova, durona, mas por dentro a mulher tinha um coração quente. Por um período a gente se encontrava, conversávamos, amávamos e só; Mas depois ela começou a ter náusea, vômitos e eu já previa o que iria acontecer

[Cristina]:
(entusiasmada) Meu amor, deu positivo! Eu tô grávida! O portuguinha vai ser papai!

[Martin]:
(assustado) És o quê!?

[Cristina]:
(emocionada) Eu também fiquei assim! Não estou mentindo, tome o teste *Ela lhe dá o teste de gravidez*

[Martin]:
(desacreditado) Não, não podes ser…

[Cristina]:
(preocupada) Ué, não era tu que queria uma criança? Então!

[Martin]:
Sabes o que significa “queria”? Essa criança não és minha, não és!

[Cristina]:
Como pode me tratar assim? Acha que você é quem? A única coisa que você é, é isso, o pai do nosso bebê! 

[Martin]:
Eu querendo ou não, não consigo cuidar!

[Cristina]:
E por que não? Se explique! FALA!

[Martin]:
Eu consegui um trabalho em Portugal, eu vou voltar para a minha terra! *SOM DRAMÁTICO: ZOOM WOLF MAYA em CRISTINA*

[Cristina]:
(incrédula) O QUÊ?

[Martin]:
Isto mesmo, e eu não sei se voltarei ao Brasil novamente… És uma grande oportunidade para mim, não posso deixar passaste assim! Não entendes?

[Cristina]:
(gritando) VOCÊ AINDA TEM CORAGEM DE ME DIZER ISSO? NÃO TEM VERGONHA NA CARA? VOCÊ TEM A CARA DE PAU DE DIZER ISSO SEM HESITAR, DÁ MOTIVOS PARA ABANDONAR O NOSSO BEBÊ?!

[Martin]:
Eu não tenho motivos para permanecer aqui, vou à casa de minha tia. Eu realmente não sei se consigo te olhar mais

[Cristina]:
(chorando) Eu que não consigo mais te olhar, eu nunca imaginei que fosse um monstro horroroso, o que eu direi para a criança quando nascer? “Seu papaizinho fez uma viagem internacional e nós abandonou”... Não, espera! ELE TÁ MORTO!

[Martin]:
ACALME-SE E CALE-SE CRISTINA!

[Cristina]:
(gritando) QUEM TEM QUE SE CALAR É VOCÊ, NENHUM HOMEM ME CALA

[Martin]:
Pois eu serei o primeiro! Irei sair desta terra nojenta que és o Rio de Janeiro, terei uma vida muito fixe onde eu pertenço

[Cristina]:
Quer encarar? Pois eu espero que você tenha uma viagem horrorosa, vai se desgraçar todo!

[Martin]:
Tacaste praga para mim? Já não basta ser a própria praga? Desgraçada!

[Cristina devolve o xingamento com um tapa forte no rosto de Martin, ele fica calado, exatamente como ela queria. Ele respira fundo]

[Martin]: 
Eu não tenho o que fazer aqui, vou ir à casa de minha tia e sair dessa casa podre que é a sua!

[Cristina]:
Saia logo e vai direto ao inferno, não me merece

[Martin]:
Ninguém te merece, aproveitando que jogaste uma praga para mim… Você nunca vai encontrar alguém pra ti, nunca! Eu vou ir arrumar minha mala, saia da frente 

[Martin passa por Cristina e vai ao quarto, no armário ele pega seus pertences; ele está estressado. Cristina lhe espera arrumar as coisas]

[Cristina]:
Martin, você nunca vai se esquecer de mim. Ainda vamos nós reencontrar e conversar melhor, fique ciente disso… Você se arrependerá


[Martin]: (NARRANDO) Eu realmente não esperava que isto aconteceria, estamos aqui, em sua nova casa. Estou de volta no país que chamei de podre, contando a história para a filha que neguei ser minha. Admito que errei muito na minha fase jovem, mas eu paguei muito pelo mal que cometi… Eu peço perdão a ti, minha filha. Mas não peço perdão só a ti, peço perdão a sua mãe também

[FIM DO FLASHBACK: O CENÁRIO E O FILTRO MUDAM EM FADE-OUT. INSTRUMENTAL DRAMÁTICO]


[Maria]: Então essa é a verdade?

[Martin]: Infelizmente sim, Maria. Eu nem sei onde enfiar minha cara…

[Maria]: (nervosa) Mãe, eu tinha o DIREITO de saber! Como você pôde?

[Martin]: Não culpes sua mãe, apenas vejas como ela está. Guardou rancor por causa da minha escolha maldita, eu fui um maldito! Ela cuidou de você, fez tudo sozinha. Entendeste?

[Cristina]: (desmoronando em lágrimas) Minha filha… escolhe agora, fu quer ficar do lado do seu pai, é isso? Acredita nele?

[Maria observa sua mãe. A mocinha respira fundo e tenta segurar as lágrimas e encara seu pai Martin. SOM DRAMÁTICO]

[Cristina]: Responda, Maria!

[CONGELAMENTO e ENCERRAMENTO]: