GATO & SAPATO - CAPÍTULO 22 (14/01/2026)


GATO & SAPATO - CAPÍTULO 22

criada e escrita por SINCERIDADE 

CENA 01: MANSÃO TRAJANO/JARDIM/TARDE

INSTRUMENTAL: SUSPFREUD - MU CARVALHO 

RÚBIA: O que é que você tá fazendo aqui, sua sonsa? Se já não bastasse ter acabado com a reputação da minha mãe e da Bella Glamour, agora quer acabar com o meu casamento?

Mesmo com todos os convidados olhando, Alyra não abaixa a guarda e decide se aproximar do local onde está Rúbia.

ALYRA (enquanto passa pelos convidados): Licença. Licença! Eu vim aqui sim, irmãzinha querida, mas não foi na intenção de acabar com o casamento de ninguém! Eu vim até aqui porque a Noêmia achou um objeto pessoal meu e quis que eu viesse buscar.

RÚBIA: Objeto pessoal coisa nenhuma!

VIOLETA (se aproxima): Mas o que é isso aqui? ALYRA? Tá fazendo o que aqui? Eu já disse que não quero mais você pisando esses pés nojentos na minha casa!

ALYRA: MINHA CASA! ESSA CASA É MINHA E EU VOU PROVAR PRA TODO MUNDO QUE VOCÊS SÃO DUAS GOLPISTAS!

Em meio a multidão, Silas encontra Amélia, desesperado.

SILAS: Amélia! Que bom que te encontrei… pera aí, tá fazendo o que aqui? Bom, isso não importa. Por favor, me ajuda a tirar a sua prima daqui antes que o caos se instaure!

AMÉLIA (bêbada): Já era, bebê. Agora ninguém mais segura a minha prima. Ah, deixa a treta rolar! 

SILAS: Você ficou maluca?

A discussão volta a ganhar intensidade. 

RÚBIA: GOLPISTA É A TUA MÃE!

ALYRA (ri, debochada): Golpistas sim, é isso que vocês são! Até pouco tempo atrás, tudo aqui tinha outro dono. Inclusive essa mansão, esse sobrenome e essa vida de princesa que você tá vivendo.

VIOLETA (apontando o dedo, aos berros): Segurança! Tira essa garota daqui agora!

ALYRA (ergue a voz): Pode chamar quem você quiser, Violeta! Chame o papa, o presidente, a chapeuzinho vermelho, mas eu não vou abaixar a cabeça pra duas ratazanas de esgoto como vocês!

RAFAEL (para Rúbia): Vai deixar ela te ofender assim, amor?

ALYRA: TRÊS RATAZANAS! A TERCEIRA É VOCÊ, RAFAEL!

Um burburinho se espalha entre os convidados. Alguns se entreolham, outros cochicham.

VIOLETA (nervosa, tentando disfarçar): Não dêem atenção pra essa louca! Essa mulherzinha sempre foi desequilibrada!

ALYRA: Cala a sua boca pra falar de mim, Violeta! O que vocês fizeram com a reinauguração da lanchonete da minha tia não é nada perto disso. (Olha para Rúbia e Rafael) Acha que eu não sei que vocês não participaram da armação?

RÚBIA: Como é que é? Você tá me acusando de uma coisa que eu não fiz?

RAFAEL: Eu também não tenho nada a ver com essa história.

ALYRA: Ah claro! É claro que vão negar, né. A pose de casalzinho perfeito não pode ser desmanchada…

VIOLETA (encarando Alyra, venenosa): Última chance. Some da minha casa antes que eu te faça sair arrastada daqui.

ALYRA (confrontando): Pois então faça!

VIOLETA: Você acha que eu tô brincando?

Os celulares dos convidados já estão erguidos, gravando tudo.

Rúbia entra no meio, completamente alterada.

RÚBIA: Sai daqui agora, sua vaca! Você não vai conseguir acabar com a minha felicidade!

ALYRA: Felicidade? Rúbia, você não faz ideia de quem tá dividindo a cama com você.

De repente, Verinha surge do lado, com uma taça na mão, completamente bêbada.

VERINHA: Olha o discurso da vítima profissional! Quer um Oscar também?

Alyra se vira.

ALYRA: CALA A SUA BOCA, SUA MEGERA, MULHERZINHA DE QUINTA!

Verinha avança, empurrando Alyra de leve.

VERINHA: Repete!

Antes que alguém consiga separar, as duas já se agarram, puxando o cabelo, gritando, tropeçando uma na outra. Os convidados se afastam em choque. De repente, Verinha, fora de si, se aproxima do bolo, enche a mão com um pedaço e, sem pensar, taca o bolo na cara de Alyra. 

ABERTURA:


VINHETA DE INTERVALO (VOLTA):

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DA CENA ANTERIOR:

INSTRUMENTAL: CHARLESTON 1 BG - MU CARVALHO 

O alimento explode, cobrindo o cabelo e o rosto da mocinha. Um segundo de silêncio. Alyra arregala os olhos, limpa o rosto com a mão e olha pra Verinha, incrédula. O clima de tensão rapidamente se transforma em circo.

ALYRA: Ah, agora você passou dos limites! 

RÚBIA (desesperada): MEU BOLO NÃO! 

Alyra se abaixa, pega um pedaço inteiro de bolo e revida, acertando em cheio o rosto de Verinha. Elas começam a se agarrar novamente, e tropeçam na mesa onde está o bolo, que cai no chão. Uma convidada grita ao ser atingida por chantilly. Violeta escorrega e cai sentada dentro do bolo. Rafael tenta ajudar, mas escorrega e cai em cima dela. Outro convidado, tentando separar a briga, leva uma tortada no peito. Em segundos, a situação vira uma guerra declarada.  Bolos, salgados, canapés e taças voam de todos os lados. Gente correndo, gente gritando, gente rindo nervosamente. Rúbia berra, desesperada. 

RÚBIA: MEU CASAMENTO! MEU BOLO! SEUS IDIOTAS, OLHA O QUE ESTÃO FAZENDO! IMBECIS!

Sem tempo para pensar, ela também é atingida por um pedaço de bolo no rosto. Amélia surge no meio da confusão, bêbada, com um docinho na mão.

AMÉLIA: Eu falei… deixa a treta rolar!

Silas tenta puxar Alyra pra longe, mas acaba levando um punhado de bolo nas costas. Os seguranças tentam intervir, mas escorregam, se sujam e desistem.O jardim elegante vira um campo de batalha. Vestidos caros destruídos, ternos manchados, maquiagem borrada e gritos por todos os lados. Ao ver que Verinha e Alyra estão se atracando, Amélia não pensa duas vezes.

AMÉLIA (gritando alto): SOLTA A MINHA PRIMA, DESGRAÇADA!

Silêncio total. Todos se viram para Amélia, incrédulos.

VIOLETA: Sua o quê? Repete o que você falou!

Percebendo que falou demais, Amélia arregala os olhos. A câmera intercala com Alyra, Violeta, Rúbia, Silas, Rafael e Verinha.

CONGELAMENTO EM AMÉLIA.

ENCERRAMENTO: 


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