NA MIRA DA TAÍS
EPISÓDIO 2
UM PROGRAMA DE TAÍS GRIMALDI
INT. ESTÚDIO – NOITE
(Música sofisticada sobe. Luzes douradas. Taís entra no palco com passo confiante, usando um look ainda mais afiado que o do programa anterior. A plateia aplaude forte.)
TAÍS - Boa noite. Sejam bem-vindos ao Na Mira da Taís — o único programa onde a sinceridade é obrigatória, o constrangimento é opcional… e a elegância é uma arma. (Pausa. Ela sorri de canto.) No programa passado, nós provamos que bastidores são mais interessantes do que finais felizes…
Hoje, a coisa fica ainda mais delicada. (Ela anda lentamente pelo palco.) Porque hoje o convidado não é só autor, não é só galã, não é só ego inflado com capa de novela nova. (Olha direto para a câmera.) Hoje, o convidado divide comigo não só o palco, mas a cama, o café da manhã, as DRs imaginárias e a senha do Wi-Fi.
(A plateia reage com risos.)
TAÍS - Ele é o autor de Entre a Cruz e a Espada, uma novela que promete fé, pecado, desejo e escolhas morais — o que, convenhamos, combina bastante com a vida real. (Ela cruza as pernas, venenosa.) E sim… ele é meu marido. O que significa que hoje não tem personagem protegido, não tem edição favorável e muito menos absolvição conjugal. (Sorriso perigoso.) Porque aqui, meus amores…
quem senta nesse sofá não é esposo, é convidado. (Ela aponta para o sofá.) Preparem-se. Porque hoje, Fred não vem só falar de novela…
vem provar se aguenta a própria história na minha mira."
(Música sobe. Aplausos.)
TAÍS - Com vocês, Fred.
FRED – Boa noite meus queridos! E boa noite, Tais! Bom... Primeiramente eu gostaria de agradecer pela oportunidade de fazer parte da segunda edição desse programa onde ninguém sai ileso, pelo visto nossa parceria não é só na cama. E inclusive muitas opiniões "sinceras" irão sair hoje.
Taís escuta Fred com um meio-sorriso perigoso. Ela ajeita o corpo no sofá, cruza as pernas com calma estudada e responde sem perder o domínio da cena.)
TAÍS - Boa noite, Fred e seja bem-vindo — oficialmente — ao território onde nem marido tem imunidade. (A plateia reage. Taís inclina a cabeça, irônica.) Fico feliz que você tenha entendido o espírito do programa. Aqui, parceria na cama não garante blindagem no palco. Muito pelo contrário… às vezes só facilita o acesso aos pontos fracos. (Ela sorri, felina.) E já que você avisou que hoje muitas opiniões sinceras vão sair… eu aviso o seguinte: eu conheço todas elas. As públicas, as privadas… e aquelas que você só revela depois da terceira taça. (Pausa estratégica.) Então respira fundo, ajeita a postura e lembra: aqui você não está casado comigo — você está na minha mira. (Aplausos. Taís faz um gesto elegante com a mão.) Vamos começar?
FRED – Pode mandar.
TAÍS - (sem sorriso, óculos na ponta do nariz, tom calmo — o mais perigoso) Fred, vamos começar sem preliminares, porque isso aqui não é lua de mel. (Pausa. A plateia sente.) O último capítulo de Entre a Cruz e a Espada foi apagado do blog.
Sumiu. Evaporou. E o que era pra ser catarse virou tumulto, teoria conspiratória, surto coletivo e autor sendo xingado em três fusos horários." (Ela inclina levemente o corpo pra frente.) Então eu vou te perguntar como esposa não perguntaria, mas como apresentadora precisa perguntar: Quem você culpa por isso, Fred? (Silêncio cirúrgico.) A plataforma? A emissora? A equipe? O sistema? Ou você vai ter a coragem dramática — digna de um último capítulo — de assumir que, em algum momento, a falha também foi sua? (Ela fecha a pauta devagar.) Porque aqui, meu amor…
não existe capítulo apagado. Só responsabilidade exposta.
FRED – Bom, Taís... É até ultrajante lembrar desse fatídico dia, acho que foi a maior patifaria dessa emissora desde o último capítulo da novela da Paulixa, que por sinal apagaram na maior cara de pau e até hoje ninguém assumiu e nem descobriram o verdadeiro culpado. Mas na época eu fiquei revoltado, e sim, no fundo eu sei quem foi mesmo com a lista de suspeitos sendo de pessoas que eram da minha confiança. E sem dúvidas, eu acho que foi a Larice, mas não de forma intencional e sim pra ser um surto (dos vários que a criatura já teve), Na mesma hora que eu disse a todos que apagaram o meu capítulo e gerou toda aquela comoção e tal, a Larice e uma tal de Jamilly que é mais um fake dessa cachorra, foi umas primeiras a se posicionar. E em seguida eu fui no blogger da Lacre e notei que sumiu o primeiro capítulo de A Intrusa que iria estrear na segunda, e até de Pobre Clara, porém o de ambas foram restaurados e ninguém notou. Eu não sei ao certo quem apagou permanente, mas sei que foi frustrante.
(Taís escuta tudo sem interromper. Quando Fred termina, ela respira fundo, ajeita os óculos e fala num tom baixo — cirúrgico.)
TAÍS – Fred, o que você descreveu não é bastidor, é cena de crime sem perícia.
Capítulo some, outro reaparece, ninguém assume, todo mundo se posiciona rápido demais, quando a poeira baixa, sobra só o autor com a frustração e o público com a sensação de ter sido roubado." (Ela inclina levemente a cabeça, agora mais humana — mas ainda afiada.) Mas eu quero sair do quem apagou e entrar no que realmente fica. (Pausa curta.) Você ficou satisfeito com a repercussão de Entre a Cruz e a Espada? (A plateia silencia.) Porque houve barulho, houve engajamento, houve defesa apaixonada, mas também houve silêncio onde talvez você esperasse aplauso. (Ela encara Fred, firme.) Você sentiu que faltou apoio em algum momento? Da emissora, da equipe, de quem prometeu estar do seu lado ou até do público?
FRED – Eu achei que Entre a Cruz e a Espada foi bem repercutida e bem avaliada, apesar dos apesares. Desde o início eu ficava nervoso achando que iria flopar, ou que seria uma A Flor da Pele da vida, mesmo sabendo do meu potencial muito acima, mas quando ela estreou; foi um alívio ver a chuva de comentários positivos, e alta audiência. Adorava entrar no twitter e encontrar perfis de fandom sobre a novela, sobre a Joyce, adorava ver essas gays brigando com os fãs de Teia e Let's Dance, minhas irmãs de grade. Mas sinceramente, não senti muito falta de apoio de ninguém até a metade da novela, depois disso foi um inferno escreve-la pq mudamos de sede e tivemos que gravar a novela praticamente num mausoléu, os cenários pareciam que eram de papelão, não davam vale transporte pro o elenco e ai sempre chegavam atrasados, as vezes tinhamos que gravar três novelas num mesmo cenário, um horror. Até gemidos havia de um quartinho ao lado, a Larice sempre entrava lá com um novato e passavam horas ali.
(Taís respira fundo, arregala levemente os olhos em alguns trechos, segura o riso em outros. Quando Fred termina, ela bate a pauta uma única vez na mesa — som seco, de comando.)
TAÍS - Fred… isso começou como depoimento artístico e terminou como denúncia trabalhista com trilha pornô ao fundo." (A plateia explode. Taís ergue a mão, elegante.) Não, calma. Porque o que você descreveu é o retrato clássico da teledramaturgia feita na base da fé: fé que o cenário não caia, fé que o elenco chegue, fé que o gemido ao lado não entre no áudio. (Ela cruza as pernas, agora mais afiada.) Mas quer saber? Apesar de tudo isso — do mausoléu, do papelão, da Larice em tempo integral no quartinho — Entre a Cruz e a Espada virou conversa, virou fandom, virou briga de gays no Twitter… e isso, meu amor, é sinal de impacto. (Ela se inclina para frente. Mudança clara de tom.)E já que sobrevivemos a esse purgatório (Abre a pauta, sorriso venenoso.) Vamos para o nosso quadro: NA LATA DA TAÍS.
TAÍS - Aqui não tem metáfora, não tem rodeio e não tem cenário compartilhado com gemido alheio. (Olhar direto.) Fred, qual é a sua próxima trama? Onde ela vai ser exibida e você já tem planos ou ainda está se recuperando desse retiro espiritual forçado que foi a última novela? (Ela sorri.) Responde direito. Porque dessa vez eu não aceito obra escrita no improviso.
FRED - Ai amore, que bom que perguntou, rs. Quando eu terminei minha novela foi um alívio, foi como tirar 10 elefantes das minhas costas, e desde então eu prometi pra mim que iria dar um tempo de escrever qualquer coisa e principalmente soltar na Lacre TV. Por volta de setembro eu anunciei minha saida da emissora, e ai surgiu um convite pra Freedom, fiquei sabendo que é canal fechado (outro patamar, né?) e não pensei duas vezes e aceitei, eu tenho planos pra uma nova trama nesse ano de 2026, e com certeza será muito melhor, pelo fato de eu entrega-la totalmente pronta e obviamente num lugar onde a ordem prevalece.
TAÍS - (ergue a sobrancelha, sorriso fino, aquela pausa que antecede a lâmina) Canal fechado, obra pronta, ordem, paz de espírito,Fred, isso tudo soa quase como uma reabilitação pós-trauma.(Ela inclina o corpo pra frente, direta, sem carinho conjugal.) Então deixa eu te perguntar na lata, porque aqui não existe nostalgia mal resolvida;Você voltaria para a Lacre TV ou essa parceria acabou de vez? (Pausa curta.) Teve desgaste demais pra retorno, ou bastaria um pedido de desculpas, promessa de organização e nenhum capítulo apagado pra essa porta se reabrir?
FRED - Olha, hoje eu não tenho planos nenhuma de retornar a Lacre. Pode ser que um dia até eu venda uma web por contrato e tal, mas voltar a trabalhar... Não. A emissora tem muitos problemas pertinentes nos bastidores e na alta cúpula também, principalmente depois da última decisão de cancelar os horários e a exibição de segunda a sexta, na minha opinião isso só alimenta o maior problema que é a preguiça e a falta de organização por parte de alguns autores. E minha decisão ficou mais certa pra mim recentemente quando teve o Lacremmy, aquilo foi uma palhaçada, um circo pior que as novelas do Walcyr.
TAÍS - (solta uma risada curta, quase incrédula, ajeita os óculos e inclina a cabeça) Fred, quando você fala do Lacremmy eu fico na dúvida se aquilo foi uma premiação ou um experimento social pra testar até onde vai a paciência humana. (A plateia reage. Taís segue, afiada.)Cancelar grade, flexibilizar horário, transformar disciplina em ‘opção’… realmente parece mais incentivo à preguiça do que modernização. E o Lacremmy veio quase como o grande desfile dessa bagunça toda. (Ela cruza as pernas, olhar direto.) Falando especificamente do Lacremmy… você concordou com a votação? (Pausa estratégica.) Achou justa?
Representativa? Ou foi aquele tipo de premiação onde quem perde sai indignado e quem ganha finge naturalidade?" (Sorriso venenoso.) Porque prêmio diz muito sobre talento, mas diz ainda mais sobre quem organiza a festa.
FRED – O que eu achei? Um lixo! Aquela premiação foi um circo de horrores, 90% das coisas naquilo não fez sentido, a única coisa realmente boa daquilo foi a Since ganhando o prêmio e a minissérie do wendell, de resto só tenho a lamentar. A estrutura do evento parecia de um bordel desses chinfrin de interior, os banheiros dignos de uma rodoviária, um fedor de mijo e um monte de gente se pegando dentro das cabines, um horror! Inclusive vi a Larice ajoelhada de frente pra Novelex ao lado de um mictório. Além que aquilo tava um calor do inferno! Um povo suado, peguento, a make da minha amiga Susu derreteu toda. O buffet nem se fala, se é que aquilo pode ser chamado de buffet, só tinha uns cachorro-quente com refri, lembro que tinha uns que nem salsicha tinha, depois serviram umas gororobas que apelidavam de doce, e a porca da Novelex comeu tudo, tem a foto dela se esbaldando.
O cúmulo de tudo isso foi aquela premiação fajuta, achei palhaçada quando teve Teia de Sedução sendo encostada por A Flor da Pele e vencendo a minha novela. Tipo, não sou nenhum Gilberto Braga, mas é um atentado contra qualquer pessoa colocar uma novela abaixo daquele lixo. Tudo isso só pq foi indicada ao Emmy, sendo que até Mania de Você consiguiu tal feito.
TAÍS - (respira fundo, arregala os olhos por um segundo, depois sorri com aquela calma perigosa de quem precisa salvar o horário) Fred isso não foi uma opinião. Foi um relatório sanitário, um dossiê moral e uma crônica do fim dos tempos — tudo junto. (A plateia ri, aliviada. Taís levanta a mão.) Vamos organizar esse caos, porque se eu deixar você continuar, a Vigilância Sanitária entra no estúdio e o programa vira boletim de ocorrência. (Ela ajeita os óculos, tom mais leve.) Já entendemos: o Lacremmy não premiou talento, premiou resistência física. Quem sobreviveu ao calor, ao buffet e ao banheiro já merecia troféu." (Sorriso irônico.) Mas chega de trauma coletivo. Vamos elevar o nível, pelo menos um pouco."
TAÍS: -Aqui a regra é simples: nada de bastidor, nada de banheiro químico, nada de suor alheio. Só leitura. Só obra. Só opinião. (Ela encara Fred.) Fred, nos últimos tempos, qual foi o MAIOR LUXO que você leu? E, sem dó qual foi o MAIOR LIXO? (Pausa final, sorriso felino.) Prometo que aqui não tem votação, só julgamento."
FRED - A melhor obra que eu li, foi A Intrusa. Novelão dos grandes! Adorava a versatilidade da Vivi/Carolina, e amava a cobra da Valquíria, um luxo. Tem outras obras maravilhosas também, Let's Dance, Teia de Sedução, Os Fantoches, aquela web do jardim das rosas que infelizmente não teve final... Enfim, essas formaram as melhores do ano. E lixo, vou ser direto, não posso deixar de citar A Flor da Pele, essa vai o prêmio de pior do mundo (tipo, primeiro fase de 10 segundos? Capítulos postados as 3h da manhã e num domingo? O texto parecia uma conversa de whatsapp?) Lixo é pouco pra essa atrocidade, tem aquela novela lá da Café Lisa que só salva as risadas que aquele circo proporcionava, nunca vou me esquecer da mocinha colocando os amigos pra dormir na rua, a vilã que ficava na moita, carro de hospício levando o vilão e ninguém ligando... Tem aquela web daquele Coração Golpeado, meteu 3 caps e fugiu, a mesma coisa aquilo serie bíblica do Egito, teve até igrejas da universal seguindo a Lacre. Pobre Clara também é outra descartável, que novela surto foi aquilo... A novela com 1000 capítulos pra uma história que não rendia nem 5. A mesma coisa aquela série da Rebelde, mais uma gay que se diz autora e não guenta escrever 2 capitulos que já peida e some. Enfim, aí tá a pequena listinha.
TAÍS - (sem rodeio, óculos na ponta do nariz) Fred, agora é tiro curto, resposta direta — sem floreio de autor em coletiva." Vilã mais bem construída que você já leu: LUXO. Qual é? (Pausa mínima.) E a pior vilã já escrita — aquela que você terminou de ler pensando ‘isso é um desserviço ao gênero’: LIXO. Qual foi? (Fecha com um sorriso afiado.) Nome, obra e sentença. Porque vilã boa a gente admira, vilã ruim a gente denuncia.
FRED - Eu diria que a melhor vilã foi a Gisela de Teia de Sedução, uma cobra ardilosa que entregava de tudo e no final meteu o melhor final de uma vilã na história da webdramaturgia brasileira, um final digno e nada original, rs. E falando no pior, eu acho que a Cristigia e a Fernanda de AFDP dividem o posto da pior vilã já feita. Pelo amor de Deus, as duas eram patéticas! Não faziam nada na trama, a Fernanda parecia uma doida sem função, até o piu piu era alguma coisa mais que ela. A Cristigia nem se fala, ficava na moita mais da metade da novela, apesar de que foi um erro da autora em escreve-la como vilã, pq a própria mocinha parecia mais vilã que ela.
(Luzes baixam levemente. Taís recoloca os óculos com solenidade irônica, fecha a pauta devagar e encara Fred sem sorriso.)
TAÍS - Fred… todo mundo que passa por aqui é julgado, classificado, absolvido ou condenado. Mas agora a arma muda de mão." (Ela cruza as pernas, calma e perigosa.) Aqui não é personagem, não é sinopse, não é audiência. É vida real. (Pausa.) Quem está na sua mira agora? Pode ser uma pessoa. Uma emissora. Um comportamento. Um tipo de autor. Uma prática que você acha que está adoecendo a dramaturgia." (Inclina-se levemente pra frente.) E mais importante que o nome,por quê? Quem está na mira do Fred?
FRED- Quem está na minha mira é a cachorra da Novelex, uma piranha preguiçosa que sai o Brasil a fora, comendo e bebendo as custas da Larice, e eu me preocupando em dar jantares pra se arrumava um casamento com Muniz de Souza pra ela. A Larice é outra que tá minha mira, essa imoral não me engana. A sonsa da Prefeita também, uma pena que nao dividi grade com ela, queria ver se o flood iria rolar solto. A Colby também, que fica comendo a Susu as escondidas, um dia eu dou uma lição nela. Um bando de vagabundas, baixas, vulgares, BARATAS. Gostam de ficar se exibindo.
(Silêncio pesado por dois segundos. Taís não reage de imediato. Ela fecha a pauta com calma, cruza as pernas e olha para Fred com aquele meio-sorriso de quem sabe exatamente quando puxar o freio de mão.)
TAÍS – Fred, isso não foi uma mira. Foi uma lista de transmissão do ódio em horário nobre. (A plateia reage, nervosa. Taís levanta a mão.) Mas é exatamente por isso que esse quadro existe. Porque aqui ninguém vem pra posar de santo, vem pra dizer o que pensa —
e assumir o peso do que diz." (Ela respira fundo, agora mais firme.) Se o público concorda ou não, se acha exagero ou catarse, não é comigo. Meu papel é colocar o microfone onde normalmente só existe cochicho." (Ela se vira para a câmera.) E hoje ficou claro: a dramaturgia pode até ser ficção, mas os ressentimentos…
esses são muito reais. (Taís volta o olhar para Fred, com ironia suave.) Obrigada por ter vindo como autor, como personagem de si mesmo
e como marido que sobreviveu intacto à entrevista. (Ela sorri.) Isso foi Na Mira da Taís. Onde ninguém sai limpo,
mas todo mundo sai revelado. (Encarando a câmera.) Semana que vem tem mais. Outro convidado. Outra mira. Outra noite em que a verdade resolve aparecer. (Pausa final.) Boa noite e cuidado com o que você diz.
Porque amanhã pode ser você no sofá.

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