GATO & SAPATO - CAPÍTULO 30 (06/02/2026)

 GATO & SAPATO - CAPÍTULO 30 (ÚLTIMOS CAPÍTULOS)

web-novela criada e escrita por SINCERIDADE

CENA 01: DELEGACIA/INT./TARDE

INSTRUMENTAL: SUPERTENSA 90 GRAUS - MU CARVALHO 

Alyra, abalada, acabou de ter uma alucinação. Ela, na verdade, está sentada à frente do delegado, chorando enquanto está prestes a ser interrogada. 

DELEGADO: Então quer dizer que foi você quem assassinou a milionária Violeta da Paz Trajano? 

ALYRA (chorando): Não… não! Eu não matei ninguém, seu delegado, isso tudo não passa de uma armação contra mim. Eu jamais seria capaz de tamanha crueldade, mesmo que a Violeta fosse a minha maior inimiga.

DELEGADO: E a tal peruca rosa encontrada no local do crime? Não vai me dizer que não é sua, vai?

ALYRA: É… é minha, mas… seu delegado por favor, o senhor tem que acreditar em mim! Aquela peruca caiu no meio do jardim no dia do casamento da Rúbia, a minha irmã. Eu fui até lá apenas pra ver um objeto que a Noêmia, ex-funcionária da mansão, queria que eu visse. 

DELEGADO: E que objeto é esse?

ALYRA: eu não posso contar, é coisa pessoal.

DELEGADO: Você confirma, então, que esteve na mansão recentemente.

ALYRA: Estive, sim. (olha direto pra ele) Mas isso foi dias antes. De dia. Com gente passando, funcionários contratados pra festa, convidados, fotógrafos pra todo lado. 

DELEGADO: Alyra, você precisa entender uma coisa: A vítima morreu de forma violenta, a filha dela está em estado de choque e o genro afirma que você sempre ameaçou a Violeta.

Alyra arregala os olhos.

ALYRA: Ameacei?! (rindo nervoso, entre lágrimas) Seu delegado, eu mal tinha força pra me defender! Quem ameaçava era ela! Quem humilhava, perseguia, sabotava minha vida… era ela! Fez de tudo pra tentar acabar com a minha felicidade!

DELEGADO: Mesmo assim, existem testemunhas que confirmam que a relação entre vocês não era a das melhores. (Pausa) Bom, Alyra, diante das evidências apresentadas até agora, você vai responder pelo crime em prisão preventiva. A investigação continua, mas, por enquanto, você fica detida.

Alyra arregala os olhos, em choque.

ALYRA: Presa? (rindo nervosa, chorando) O senhor vai mesmo me colocar numa cela enquanto o verdadeiro culpado tá solto por aí?

DELEGADO (acenando para os policiais): Leva.

ALYRA (desesperada): Não… espera… isso é um erro! Vocês não podem fazer isso comigo assim! Eu tô dizendo a verdade! Eu não matei ninguém!

Um dos policiais segura Alyra pelo braço com firmeza e começa a conduzi-la pelo corredor da delegacia. Alyra resiste, tentando se soltar.

ALYRA (gritando, em pânico): Me solta! Isso é um absurdo! Vocês estão cometendo um erro terrível!

No próximo take, O policial empurra Alyra para dentro da cela individual. Assustada, a mocinha olha em volta, perdida. Seus olhos vêem apenas um vaso sanitário, e um colchão fino sobre a cama de concreto. Alyra leva as mãos à cabeça, tentando respirar.

ALYRA (baixinho, desorientada): Não… isso não pode ser verdade… Isso não tá acontecendo comigo…

Ela anda de um lado pro outro, nervosa, passando a mão no rosto. 

HORAS DEPOIS…

CENA 02: CEMITÉRIO/INT./NOITE

INSTRUMENTAL: TRISTE NOVELA - MU CARVALHO 

A câmera sobrevoa o local enquanto acontece o velório de Violeta, com o caixão totalmente lacrado. Muitas pessoas estão presentes no local. Rúbia, de preto e óculos escuros, chora intensamente enquanto é consolada por Rafael. Antes de enterrar o caixão, o padre faz uma pequena homenagem à vilã. 

PADRE: Violeta… que nome bonito, solar, encantador. Violeta era luz. Amada por alguns, temida por outros, Violeta deixa uma história que jamais será apagada. Que Deus acolha sua alma e conforte os que ficam.

Algumas pessoas fazem o sinal da cruz. 

NORMÉLIA (sussurrando para si):  Primeiro dia de trabalho e já é enterro… Ave Maria…

No próximo take, o caixão começa a ser colocado na cova. Rúbia se agarra a Rafael, chorando alto. A câmera se afasta aos poucos. 

UM DIA DEPOIS…
A cidade de São Paulo amanhece ensolarada ao som de “Fever - Dua Lipa, Angèle”.

CENA 03: MANSÃO TRAJANO/INT./MANHà

Acompanhados por um “advogado” contratado por Rafael e por um casal, os tais “compradores” da mansão, Rúbia e o vilão estão sentados no sofá da sala.

ADVOGADO: Aqui estão os últimos documentos referentes à transferência do imóvel. São apenas formalidades jurídicas decorrentes do falecimento da senhora Violeta.

Rúbia encara o casal à sua frente.

RÚBIA: Que vocês sejam muito felizes aqui. 

O advogado empurra um documento em direção ao casal.

ADVOGADO: Por favor, as assinaturas aqui… e aqui.

O casal assina.

O advogado vira os papéis e os empurra agora para Rúbia, a atual dona da casa.

ADVOGADO: E por fim, a senhora.

Rúbia segura a caneta e assina, sem ler nenhuma palavra. O advogado fecha a pasta, sério.

ADVOGADO: Tudo certo. O restante já foi resolvido. Qualquer coisa, me procurem.

“COMPRADORA”: Bom, a gente se muda amanhã. Boa sorte pra vocês nessa nova etapa!

RÚBIA: Obrigada, querida.

O advogado se levanta, acena para o casal de “compradores” e sai com eles da sala, deixando apenas Rafael e Rúbia. O vilão se levanta devagar, ajusta o paletó, caminha pela sala como quem já se sente dono do lugar. Ele para no centro, sorrindo de canto, observando Rúbia.

RAFAEL: Bom… mansão vendida, agora acho que dá pra parar com o teatro.

Rúbia ergue o olhar, confusa.

RÚBIA: Teatro? Tá falando do quê? Não entendi.

Rafael se aproxima da mesa, pega a pasta com os papéis e bate levemente com o dedo sobre ela.

RAFAEL (sarcástico): Sabe, Rúbia… você realmente achou que aqueles mortos de fome iam se tornar os novos donos desta mansão? Ingênua…

INSTRUMENTAL: TENSO LEVE AA #3 - MU CARVALHO 

Rúbia engole seco, sem entender.

RÚBIA: O que que cê tá querendo dizer com isso? 

RAFAEL: Pois é… tudo não passou de um circo bem armado, minha querida esposa. Aqueles dois são laranjas! Laranjas usados por mim pra não deixar nenhum rastro de que EU sou o novo dono desta casa.

RÚBIA (incrédula): Como é que é?

RAFAEL: É isso mesmo que você ouviu, Rúbiazinha: agora eu sou o novo dono desta mansão. E não só da mansão. Você assinou vários documentos sem ler, e me deu o total direito de possuir todas as ações da Bella Glamour, que estavam no nome da Violeta. 

RÚBIA: Não… não… não… isso não é verdade!

RAFAEL: Você é mesmo uma anta, não é? Eu me separei da Alyra e vi que você era presa fácil. 

Rúbia se senta no sofá, desesperada e processando tudo o que acaba de ouvir.

RAFAEL (encarando-a): Besta quadrada! É isso que você é! Não desconfiou de nada… não duvidou de nada… sempre acreditou em todas as palavras que saíram da minha boca. Eu não era milionário coisíssima nenhuma! Meus pais nunca possuíram bens e eu nunca dirigi uma empresa na minha vida. (pausa) E você, uma simples camponesa, caiu no meu golpe igual um patinho bobo…

RÚBIA (olhando para ele, com raiva): Monstro… monstro… você é um monstro! LIXO! EU ODEIO VOCÊ! ODEIO!

Rúbia se levanta do sofá e parte pra cima de Rafael, o atacando com vários tapas seguidos. Num momento de fraqueza, ela acaba sendo impedida por ele, que a agarra em seus braços.

RAFAEL (maquiavélico): E sabe o maior plot twist dessa história, Rúbia? (pausa) Quem matou a Violeta não foi a Alyra… fui eu. Aquela bomba foi implantada por mim!

Rúbia arregala os olhos, aterrorizada.

CENA 04: DELEGACIA/INT./MANHà

A cena mostra Adelaide entrando na sala do delegado, que termina de ajustar alguns documentos enquanto pede pra ela se sentar.

ADELAIDE (firme): Não, eu não vou me sentar, delegado. Serei bem direta. (pausa) A moça que foi presa pelo assassinato de Violeta da Paz Trajano está aí por engano. Ela é inocente. Quem matou a Violeta fui eu. Fui eu quem implantei o explosivo no carro dela.

Focamos no delegado, intercalando com Adelaide.

CONGELAMENTO EM ADELAIDE.

Encerramos o capítulo 30 ao som de "Santo - Christina Aguilera, Ozuna".



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